Mutirão na Capital e em Bataguassu quer atender 600 pessoas contra cegueira
A intenção é prevenir a retinopatia diabética, considerada uma das principais causas de cegueira evitável
14/11/2021
14:30
LÚCIA MOREL
Hospital São Julião, em Campo Grande ©Reprodução
Mutirão nos dias 20 e 27 de novembro em Campo Grande deve atender 500 pessoas com exames de mapeamento de retina no Hospital São Julião, na saída para Cuiabá. A iniciativa é do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e ocorre em parceria com a Prefeitura de Campo Grande.
A intenção é prevenir a retinopatia diabética, considerada uma das principais causas de cegueira evitável. Haverá ainda palestras e sensibilizações, num movimento de retomada da busca ativa de casos nas comunidades, segundo o Conselho.
Na cidade de Bataguassu, a 335 Km da Capital, também haverá ações, com exames de glicemia, aferição de pressão arterial, exames de fundo de olho e avaliação do pé diabético. A expectativa é atender 100 pessoas no dia 29 de novembro das 8h às 12h no Clube da 3ª idade.
Na capital, nos dois dias de evento, será feito também agendamento para fotocoagulação a laser e cirurgias vítreo retinianas. Durante o mês, ainda haverá treinamento de residentes com o retinógrafo portátil para iniciar implantação de referência por telemedicina.
No encontro com os moradores, será explicado que as altas taxas de glicemia no sangue podem trazer complicações para a visão e também ao coração, artérias, nervos e rins.
Online - além das ações presenciais, o CBO também organiza para o dia 20 de novembro um grande mutirão online com informações sobre a retinopatia diabética. O projeto "24h pelo diabetes" terá este ano sua segunda edição, garantindo aos interessados conteúdos de qualidade sobre a doença.
Ao longo de uma maratona transmitida pelo YouTube, será possível acompanhar palestras, debates, entrevistas e reportagens. Também estão previstas sessões de teleorientação com o apoio de médicos oftalmologistas e de outras especialidades.
O diabetes é uma doença grave e silenciosa, o que exige a vigilância contínua por parte dos órgãos de saúde pública.
A Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) vem ao longo dos anos estimulando debates e incentivando especialistas a se mobilizarem em torno dos cuidados desse problema que, em 2019, atingia 463 milhões de adultos ao redor do mundo, a maioria deles vivem em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.
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