Campo Grande (MS), Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

Justiça / Posse

Ana Carolina Ali Garcia assume vaga de desembargadora no TJMS em posse administrativa

Ex-procuradora-geral do Estado chega à Corte pelo quinto constitucional e defende atuação técnica, pública e humanizada

19/06/2026

15:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A advogada Ana Carolina Ali Garcia tomou posse administrativa como desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) na manhã desta sexta-feira, 19 de junho, em solenidade realizada no Salão Pantanal, na sede da Corte, em Campo Grande. A nova integrante passa a ocupar vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional.

A nomeação foi feita pelo governador Eduardo Riedel após a formação da lista tríplice encaminhada pelo TJMS. O ato foi publicado na edição de quinta-feira, 18 de junho, do Diário Oficial do Estado, oficializando a escolha da ex-procuradora-geral do Estado para integrar o segundo grau do Judiciário sul-mato-grossense.

Durante o discurso de posse, Ana Carolina Ali Garcia relembrou sua ligação com o Tribunal, onde atuou no início da carreira como técnica judiciária. A nova desembargadora afirmou que chega à Corte com o compromisso de representar a advocacia de Mato Grosso do Sul e exercer a magistratura com técnica, responsabilidade pública e sensibilidade humana.

“Com técnica, convicta de que só deve estar na vida pública quem deseja servir. Espero que tudo isso reunido possa produzir uma juíza justa e humana. E não tenho dúvidas, trabalhei arduamente para isso”, afirmou Ana Carolina.

A solenidade reuniu magistrados, representantes da advocacia, autoridades estaduais e integrantes do governo. O presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, destacou a experiência profissional da nova desembargadora e sua trajetória em diferentes áreas do Direito e da administração pública.

Trajetória no serviço público

Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Ana Carolina Ali Garcia iniciou a carreira como estagiária em escritórios de advocacia e no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Entre 2000 e 2001, atuou como técnica judiciária no próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Depois dessa experiência, retornou à advocacia privada, com atuação nas esferas estadual e federal, até ingressar na Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Em 2003, foi aprovada em concurso para o cargo de advogada do Estado. Dois anos depois, assumiu a função de procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul.

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, ocupou funções estratégicas na administração estadual, com passagem por áreas ligadas à Casa Civil, à Secretaria de Educação e à Secretaria de Governo e Gestão Estratégica. Também exerceu atividades de consultoria legislativa e coordenação jurídica em diferentes órgãos do Executivo.

Em março de 2022, assumiu a chefia da Procuradoria-Geral do Estado, responsável pela representação judicial e pela consultoria jurídica do governo estadual. Permaneceu no cargo durante a transição administrativa e foi reconduzida pelo governador Eduardo Riedel em janeiro de 2023.

À frente da PGE, participou da condução de demandas jurídicas de alta complexidade e de decisões estratégicas relacionadas à administração pública estadual. A atuação nesse período consolidou sua presença no cenário jurídico e institucional de Mato Grosso do Sul.

Atuação no Tribunal

Com a posse, Ana Carolina Ali Garcia passa a integrar a 2ª Câmara Cível e a 1ª Seção Cível do TJMS. Sua chegada amplia a composição da Corte com uma representante oriunda da advocacia, conforme prevê o mecanismo constitucional que reserva parte das vagas dos tribunais a advogados e membros do Ministério Público.

A posse desta sexta-feira marca uma nova etapa na carreira da jurista, agora como magistrada de segundo grau. A trajetória construída entre a advocacia, a gestão pública e o serviço ao Estado passa a ser incorporada ao trabalho jurisdicional da Corte sul-mato-grossense.

A nomeação também encerra o processo de escolha aberto para a vaga da advocacia no TJMS, reforçando a presença do quinto constitucional na formação do colegiado e na interlocução entre Judiciário, advocacia e sociedade.

 


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