Economia / Previdência
INSS começa a exigir biometria facial para liberar empréstimo consignado
Nova regra vale a partir desta terça-feira e busca ampliar a segurança de aposentados e pensionistas na contratação de crédito
19/05/2026
06:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a exigir, a partir desta terça-feira, 19 de maio de 2026, a validação por biometria facial para a contratação de empréstimos consignados por aposentados e pensionistas. A confirmação deverá ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS.
A medida faz parte das novas regras de segurança previstas na Lei nº 15.327/2026, criada para reduzir riscos de fraudes e dar mais proteção aos beneficiários. O consignado é uma modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício pago pelo INSS.
Com a mudança, quando o segurado solicitar um empréstimo consignado, a proposta será enviada para o Meu INSS com o status de “pendente de confirmação”. A liberação do contrato só ocorrerá após o reconhecimento facial do beneficiário.
O prazo para confirmar a operação será de até cinco dias corridos. Caso a biometria facial não seja realizada dentro desse período, o contrato será automaticamente cancelado.
A nova legislação também proíbe a contratação de empréstimo consignado por telefone ou por meio de procuração de terceiros. A intenção é garantir que a operação seja autorizada diretamente pelo titular do benefício.
Além das novas exigências de segurança, os beneficiários terão mais prazo para quitar os empréstimos. O limite de pagamento passou de 96 meses para 108 parcelas, o equivalente a nove anos.
Outra mudança permite que, após a contratação do crédito, o beneficiário comece a pagar as parcelas em até três meses. A regra amplia o período de carência e pode dar mais fôlego financeiro a aposentados e pensionistas que recorrerem ao consignado.
Segundo o novo modelo, o processo de contratação passa a depender de uma etapa obrigatória de confirmação digital pelo próprio segurado. Com isso, o INSS busca dificultar contratações indevidas e reforçar o controle sobre operações feitas em nome de aposentados e pensionistas.
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