Trânsito / Segurança
Hashioka recebe psicólogos e discute impactos da renovação automática da CNH
Profissionais da Psicologia do Trânsito alertam para riscos da dispensa de exames médico e psicológico na renovação da habilitação
06/05/2026
12:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) recebeu, na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, representantes da área de Psicologia do Trânsito para discutir os possíveis impactos da Medida Provisória nº 1.327/2025, que trata da renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem exigência de exames médico e psicológico.
A reunião ocorreu no gabinete do parlamentar, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), e contou com a participação da presidente da Associação Brasileira de Psicólogos de Tráfego (Abrapsit), Almachia Zwarg, além das psicólogas Alzira Ribeiro Audi e Carmelita Pereira dos Santos.
Durante o encontro, o grupo pediu apoio de Hashioka junto à bancada federal para barrar a proposta no Congresso Nacional. As profissionais argumentam que a retirada das avaliações pode comprometer a segurança viária, já que a ausência de infrações não garante, por si só, que o motorista esteja em boas condições físicas, cognitivas e emocionais para dirigir.
“A ausência de infrações não reflete, necessariamente, as condições de saúde do condutor. Uma pessoa pode ter comprometimentos visuais ou psicológicos e continuar dirigindo sem qualquer avaliação”, alertou Almachia Zwarg.
As entidades da Psicologia defendem que a avaliação psicológica é uma ferramenta importante de prevenção de acidentes. Segundo as profissionais, o exame permite identificar alterações cognitivas, emocionais e comportamentais que podem surgir ao longo do tempo e afetar a condução de veículos.
Roberto Hashioka manifestou preocupação com o tema e destacou que a discussão envolve diretamente a preservação de vidas no trânsito.
“Estamos falando de um assunto que envolve diretamente a preservação de vidas. Mesmo não sendo uma atribuição da Assembleia Legislativa, é nosso dever acompanhar esse debate e buscar o diálogo com a bancada federal para que decisões como essa considerem, antes de tudo, a segurança da população”, afirmou o deputado.
Um manifesto assinado por diversas entidades nacionais também aponta que a retirada da exigência de avaliações pode representar retrocesso nas políticas de segurança viária. O documento destaca que o fator humano está entre as principais causas de acidentes de trânsito.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 35 mil mortes no trânsito em 2023, número usado pelas entidades para reforçar a necessidade de medidas preventivas e acompanhamento periódico das condições dos condutores.
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