Polícia / Justiça
Morte de arquiteta na Capital entra no radar da Deam e investigação mantém hipótese de feminicídio
Ely Quevedo, de 53 anos, morreu após cair de caminhonete em movimento em Campo Grande; ex-marido prestou depoimento, foi liberado e perícias devem orientar os próximos passos do inquérito
14/04/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, registrada na manhã de segunda-feira, 13 de abril de 2026, em Campo Grande, passou a ser investigada pela Polícia Civil com perspectiva de gênero. O caso segue sob apuração e, neste momento, a polícia afirma que não descarta nenhuma linha investigativa, incluindo a possibilidade de feminicídio, além de outras hipóteses que ainda dependem da conclusão dos laudos periciais.
Segundo as informações já reunidas pela investigação, Ely estava em uma caminhonete conduzida pelo ex-marido, o empresário Donivan Valdez, quando caiu do veículo em movimento. Há divergência inicial sobre a dinâmica do caso. A versão apresentada por ele à polícia é a de que a arquiteta teria se jogado do automóvel durante uma discussão. A polícia, no entanto, trata o episódio como inconclusivo e tenta esclarecer se houve crime, acidente ou outra circunstância relacionada à morte.
A apuração está sendo conduzida pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já ouviu o ex-marido e o liberou após o depoimento, por não haver, até o momento, elementos para prisão em flagrante. A polícia também informou que analisa imagens de câmeras e aguarda o avanço da perícia para confrontar os relatos e reconstruir com mais precisão o que aconteceu.
Outro ponto já confirmado é que o casal estava em processo de separação e mantinha uma empresa em comum. Conforme levantamento inicial da investigação, não havia registros oficiais anteriores de violência doméstica entre os dois, nem pedidos de medida protetiva em nome da vítima. Ainda assim, a condução do caso pela Deam mantém o olhar voltado para o contexto relacional e para eventuais elementos que possam indicar violência contra a mulher.
A morte de Ely Quevedo provocou forte comoção em Campo Grande. Familiares e amigos se despediram dela nesta terça-feira, 14 de abril, em cerimônia marcada por silêncio e pedido de respeito diante da circulação de informações desencontradas. Conhecida pela atuação profissional e por publicações nas redes sociais ligadas a recomeço, autoestima e valorização pessoal, Ely teve sua trajetória lembrada por pessoas próximas durante o velório.
Com a investigação ainda em curso, a expectativa agora recai sobre os laudos técnicos, a análise de imagens e a consolidação dos depoimentos. É a partir desse conjunto de provas que a Polícia Civil deve definir o enquadramento definitivo do caso e esclarecer as circunstâncias da morte da arquiteta.
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