Campo Grande (MS), Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Política / Congresso

Soraya Thronicke vota contra relatório e CPI rejeita pedido de indiciamento de ministros do STF

Placar de 6 a 4 enterra proposta que incluía nomes do Supremo e do procurador-geral Paulo Gonet

14/04/2026

21:00

DA REDAÇÃO

©ARQUIVO

A CPI do Crime Organizado no Senado rejeitou, por seis votos a quatro, o relatório que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão contou com o voto da senadora por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB), que teve papel decisivo na formação da maioria contrária ao documento.

A parlamentar assumiu como titular da comissão no lugar de Jorge Kajuru (PSB) durante a votação. Além disso, alterações na composição da CPI, com a substituição dos senadores Sergio Moro (PL) e Marcos do Val (Avante), influenciaram diretamente o resultado final.

O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB), propunha o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além de Paulo Gonet, sob a alegação de possível prática de crimes de responsabilidade e interferência em investigações relacionadas ao chamado Caso Master.

Votaram contra o relatório os senadores Teresa Leitão (PT), Beto Faro (PT), Soraya Thronicke (PSB), Otto Alencar (PSD), Humberto Costa (PT) e Rogério Carvalho (PT). Já os votos favoráveis foram de Alessandro Vieira (MDB), Magno Malta (PL), Eduardo Girão (Novo) e Esperidião Amin (PP).

A atuação de Soraya Thronicke ocorre em um momento de reposicionamento político. A senadora deixou o Podemos e se filiou ao PSB, partido da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando sua proximidade com o atual governo federal.

Além dos pedidos de indiciamento, o relatório trazia propostas como modernização no combate ao crime organizado, aperfeiçoamento da repressão a crimes financeiros, regulamentação do lobby e mudanças nas regras de funcionamento das CPIs, além de sugestões de maior rigor ético para integrantes de tribunais superiores.

O texto, no entanto, foi rejeitado pela maioria da comissão e não seguirá adiante no formato apresentado pelo relator.

 

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