Cidadania / Trabalho
Câmara de Campo Grande abre debate sobre escala 6x1 e redução da jornada em audiência na sexta-feira
Discussão proposta por comissão da Casa vai tratar do fim da escala 6x1 e da jornada de 30 horas para servidores municipais; tema também segue em debate na Câmara dos Deputados
14/04/2026
08:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Câmara Municipal de Campo Grande realiza na manhã da próxima sexta-feira, 17 de abril, uma audiência pública para discutir a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, com foco no fim da escala 6x1 e na proposta de jornada de 30 horas para servidores municipais.
A convocação foi divulgada no Diário Oficial de Campo Grande desta terça-feira, 14 de abril, e partiu da Comissão Permanente de Políticas e Direito das Mulheres, de Cidadania e de Direitos Humanos. O colegiado é presidido pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), tem como vice-presidente a vereadora Ana Portela (PL) e reúne ainda os vereadores Dr. Jamal (MDB), Jean Ferreira (PT) e Leinha.
O encontro deve concentrar o debate em torno dos impactos da atual escala de trabalho, que garante apenas um dia inteiro de descanso semanal para parte dos trabalhadores com carteira assinada, além de discutir alternativas para reorganização da jornada no serviço público municipal.
O tema também segue em análise no plano nacional. Na Câmara dos Deputados, a discussão sobre a redução da jornada e o fim da escala 6x1 está ligada à tramitação de propostas como a PEC 221/2019 e a PEC 8/2025, ambas em debate na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A comissão tem reunião deliberativa convocada para quarta-feira, 15 de abril, às 10h, mas a tramitação inclui uma série de audiências públicas e discussões ainda em andamento.
Na prática, isso significa que o assunto avança ao mesmo tempo em duas frentes: no debate local, com repercussão sobre servidores municipais e discussão política em Campo Grande, e no Congresso, onde mudanças mais amplas dependem de votação em comissão, aprovação em dois turnos na Câmara, análise do Senado e posterior promulgação, caso o texto seja mantido.
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