Política / Servidores
Servidores protestam na Assembleia contra reajuste de 3,81% e cobram revisão da política fiscal em MS
Manifestação reuniu categorias estaduais no plenário da Alems, com críticas às isenções tributárias e pressão por diálogo com o governo
31/03/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Servidores públicos de diversas categorias ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) na manhã desta terça-feira, 31 de março de 2026, em protesto contra o reajuste linear de 3,81% concedido pelo governo estadual. Durante a mobilização, manifestantes entoaram gritos de “fora Fiems” e questionaram a manutenção de benefícios fiscais em meio às alegadas dificuldades financeiras do Estado.
A manifestação ocorreu um dia após a sanção da lei que estabelece a revisão salarial para cerca de 86 mil servidores públicos estaduais, entre ativos e inativos, com efeitos financeiros a partir de 1º de abril de 2026. Segundo o governo, o índice segue a variação do IPCA e terá impacto estimado de R$ 353,5 milhões no primeiro ano.
Entre as críticas apresentadas no protesto, servidores apontaram contradição entre o discurso de contenção de despesas e a política de renúncia fiscal do Estado. De acordo com as falas divulgadas durante o ato, representantes sindicais questionaram a manutenção de isenções tributárias em um cenário de queda na arrecadação ligada ao gás natural e de vigência de medidas de economia administrativa.
Um dos porta-vozes da mobilização, o tesoureiro do Sindicato dos Servidores da Saúde, Ricardo Bueno, afirmou que categorias como servidores do Detran-MS e da UEMS já estão em estado de greve. Segundo ele, também há tentativa de negociação com a área da saúde para evitar paralisação, enquanto as reivindicações incluem não apenas reajuste salarial, mas também melhores condições de trabalho.
Os manifestantes também reclamaram da falta de diálogo prévio sobre o índice concedido. A avaliação das entidades é de que a revisão foi definida sem construção conjunta com os trabalhadores, o que ampliou a insatisfação e levou à pressão direta sobre os deputados estaduais.
O reajuste de 3,81% havia sido aprovado pela Alems na semana passada, em regime de urgência, e agora enfrenta contestação política e sindical, num momento em que o governo também defende a prorrogação de incentivos fiscais e outras medidas de estímulo econômico.
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