Política / Justiça
Defesa afirma ao STF que Bolsonaro desconhecia vídeo citado por Eduardo em evento nos Estados Unidos
Advogados disseram a Alexandre de Moraes que ex-presidente só soube do caso após a intimação e negaram qualquer violação da prisão domiciliar
30/03/2026
16:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, que ele não teve conhecimento prévio do vídeo mencionado por seu filho, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, durante participação em um evento conservador nos Estados Unidos. A manifestação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes conceder prazo de 24 horas para esclarecimentos sobre possível descumprimento das regras da prisão domiciliar.
Segundo os advogados, Bolsonaro só tomou conhecimento do episódio quando foi intimado pelo despacho judicial. Na peça encaminhada ao STF, a defesa sustenta que não houve ciência prévia da gravação, nem participação do ex-presidente em sua produção, reprodução ou divulgação posterior nas redes sociais.
A cobrança de Moraes surgiu depois de Eduardo Bolsonaro afirmar, em gravação feita durante a CPAC nos Estados Unidos, que estava registrando imagens para mostrar ao pai. Ao analisar o caso, o ministro lembrou que o ex-presidente está proibido de utilizar celulares, redes sociais e qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros, enquanto cumpre prisão domiciliar.
Na resposta ao STF, a defesa também reafirmou que Jair Bolsonaro vem cumprindo de forma integral e permanente todas as condições impostas para a prisão domiciliar humanitária. Os advogados disseram ainda que não há dado objetivo que comprove comunicação atual, direta ou indireta, com o ex-presidente nem uso de meios vedados durante o período da medida.
O episódio ocorre poucos dias depois de Moraes ter autorizado a prisão domiciliar temporária de 90 dias, em razão do quadro de saúde do ex-presidente, que se recupera de broncopneumonia. A manifestação da defesa agora será analisada pelo ministro para definir se houve ou não violação das cautelares impostas.
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