Campo Grande (MS), Sexta-feira, 13 de Março de 2026

Polícia / Segurança

Idosa perde R$ 31 mil após criminoso se passar por servidor do Fórum em golpe aplicado por aplicativo de mensagens

Outros três casos de fraude eletrônica registrados em Campo Grande somam prejuízo superior a R$ 43 mil

13/03/2026

08:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Uma idosa de 77 anos perdeu R$ 31 mil após ser vítima de um golpe aplicado por um criminoso que se passou por servidor do Fórum em contato feito por aplicativo de mensagens. O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, em Campo Grande, na noite de quinta-feira, 12 de março.

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito entrou em contato com a vítima utilizando um número com DDD 61 e afirmou trabalhar no Fórum. Durante a conversa, o golpista demonstrou conhecimento detalhado sobre um processo judicial real da idosa relacionado à autorização para realização de uma cirurgia, o que aumentou a credibilidade da abordagem.

Acesso remoto ao celular

Segundo relato da vítima, por volta das 16h30, o homem informou que o processo havia sido julgado procedente e que seria necessário seguir um procedimento técnico para dar continuidade à liberação da decisão judicial.

Convencida de que falava com um servidor do Judiciário, a idosa seguiu as orientações e instalou em seu celular um aplicativo de acesso remoto. Em seguida, realizou validação por biometria, momento em que perdeu completamente o controle do aparelho.

Logo após o procedimento, o telefone foi restaurado aos padrões de fábrica, impedindo qualquer acesso da vítima ao sistema.

Desconfiada da situação, a idosa procurou sua agência bancária e constatou que os criminosos haviam realizado movimentações financeiras indevidas, utilizando R$ 4 mil do limite de crédito e transferindo aproximadamente R$ 27 mil via Pix para contas de terceiros desconhecidos.

A vítima informou à polícia que pretende representar criminalmente contra os autores do golpe e deverá apresentar extratos bancários, comprovantes de transferências e registros da conversa para auxiliar nas investigações.

Outros golpes registrados no mesmo dia

Além desse caso, a Depac Centro registrou outros três episódios de fraude eletrônica nesta sexta-feira (13), evidenciando diferentes estratégias utilizadas por criminosos para enganar vítimas. Somados, os prejuízos ultrapassam R$ 43.149,49.

Em um dos registros, um morador do bairro Jardim Canguru foi enganado ao tentar pagar débitos de licenciamento e multas de uma motocicleta Yamaha R3 recém-adquirida. Ao pesquisar na internet, ele acessou um site falso que imitava páginas oficiais do Detran e da Secretaria da Fazenda.

Acreditando tratar-se do portal legítimo, a vítima realizou dois pagamentos via Pix, nos valores de R$ 552,65 e R$ 1.473,84, totalizando R$ 2.026,49. Posteriormente, descobriu que os débitos continuavam pendentes e que o dinheiro havia sido transferido para uma empresa identificada como SEFZ Automotor Fácil Ltda, criada para confundir usuários com siglas semelhantes às de órgãos públicos.

Outro golpe ocorreu no bairro Jardim Monte Líbano, quando a vítima recebeu uma ligação por aplicativo de mensagens de pessoas que se passaram por representantes da instituição filantrópica Retornar, entidade para a qual ela costuma fazer doações.

Durante a conversa, os criminosos afirmaram que a vítima havia sido contemplada com um prêmio de R$ 5 mil e que seria necessário realizar um procedimento por videochamada para liberar o valor. No processo, ela acabou transferindo R$ 775 via Pix para uma empresa identificada como Royal Crest.

Golpe envolvendo falsa audiência judicial

Em outro caso registrado no bairro Vila Planalto, criminosos utilizaram o nome e a fotografia de uma advogada real para aplicar um golpe envolvendo uma suposta indenização judicial.

As vítimas foram informadas de que haviam vencido uma ação contra uma instituição financeira e que receberiam R$ 32.219. Durante uma suposta audiência virtual, um homem se apresentou falsamente como juiz e orientou os envolvidos a realizar transferências para liberar o pagamento.

Foram realizadas três transferências via Pix, nos valores de R$ 7.998, R$ 400 e R$ 950, totalizando R$ 9.348.

Nos quatro casos registrados, as vítimas manifestaram interesse em representar criminalmente contra os responsáveis, devendo apresentar comprovantes de pagamento, extratos bancários e registros das conversas para contribuir com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Jornal do Estado MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: