Campo Grande (MS), Segunda-feira, 09 de Março de 2026

Política / Eleições 2026

PV surge como alternativa para pré-candidatos alinhados a Fábio Trad sem filiação direta ao PT em Mato Grosso do Sul

Estratégia eleitoral da federação pode atrair nomes de centro e ampliar chances de eleger deputados federais e estaduais em 2026

09/03/2026

06:45

INVESTIGA MS

DA REDAÇÃO

O Partido Verde (PV) pode assumir papel estratégico no cenário político de Mato Grosso do Sul nas próximas eleições. A legenda, que integra federação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT), tende a se tornar uma alternativa para **pré-candidatos que pretendem apoiar o projeto político de Fábio Trad (PT) sem necessariamente se filiar ao PT.

A articulação ocorre porque partidos aliados que devem integrar o campo de apoio a Fábio Trad, como PDT e PSB, enfrentam dificuldades para montar chapas competitivas. Nesse contexto, o PV surge como uma espécie de porta de entrada para nomes interessados em disputar cargos proporcionais dentro da mesma aliança política.

Federação amplia chances eleitorais

Por integrar uma federação com o PT, partido que tradicionalmente obtém votações expressivas em Mato Grosso do Sul, o PV pode ampliar sua presença nas eleições proporcionais. A expectativa entre lideranças do grupo político é que a federação tenha potencial para eleger até dois deputados federais, o que aumenta o interesse de pré-candidatos.

Um dos fatores que reforçam essa projeção é a possível candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado Federal. Após seis mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, Loubet pode deixar aberta uma das principais vagas da chapa proporcional.

Com esse movimento, a federação teria como principal nome à reeleição a deputada federal Camila Jara (PT), considerada uma das candidatas com maior potencial de votação.

Filiações em análise

Diante desse cenário, lideranças políticas de perfil mais moderado já avaliam a possibilidade de migração para o PV. Entre os nomes citados nos bastidores está o vereador Marquinhos Trad (PDT), que vem sendo incentivado a disputar uma vaga de deputado federal. Caso confirme a candidatura, o PV é apontado como a sigla mais provável para sua filiação.

Outro nome cogitado é o do deputado federal Geraldo Resende, atualmente no PSDB. Caso se confirme a saída de Beto Pereira e Dagoberto Nogueira da legenda tucana, Resende também poderá buscar um novo partido.

Nos bastidores, a avaliação é que o PV seria o destino mais viável, especialmente pela possibilidade de eleger até dois deputados federais dentro da federação.

O parlamentar não teria afinidade política com o PL, atualmente presidido em Mato Grosso do Sul pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, e também encontraria pouca abertura no PP, que já possui chapa considerada praticamente definida.

Disputa estadual também entra no radar

Além das articulações para a Câmara dos Deputados, o PV também trabalha para ampliar sua presença na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Um dos nomes convidados para reforçar a chapa estadual é o ex-prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug. A eventual filiação do ex-gestor municipal faria parte da estratégia de fortalecer a base eleitoral da federação e ampliar o apoio político ao projeto de Fábio Trad.

A meta discutida entre os articuladores é construir uma chapa competitiva capaz de eleger pelo menos quatro deputados estaduais, consolidando o crescimento da federação no cenário político sul-mato-grossense.


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