Campo Grande (MS), Segunda-feira, 09 de Março de 2026

Polícia / 6º Feminicídio

Mulher é morta em Anastácio e Mato Grosso do Sul registra o 6º feminicídio de 2026

Caso ocorreu na noite de sexta-feira; marido da vítima mudou a versão inicial, confessou o crime e passou a ser investigado pela Polícia Civil

07/03/2026

21:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

A morte de Leise Aparecida Cruz, em Anastácio, elevou para seis o número de casos de feminicídio registrados em Mato Grosso do Sul em 2026. A vítima foi encontrada sem vida dentro da residência onde morava, na noite de sexta-feira, 6 de março, na Rua Professora Cleusa Batista, no município localizado a 122 quilômetros de Campo Grande.

O principal suspeito é o marido, Edson Campos Delgado, que inicialmente apresentou aos policiais a versão de que teria encontrado a esposa morta e sugeriu a possibilidade de suicídio. No decorrer da apuração, porém, ele alterou o depoimento e admitiu ter cometido o crime.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil, após acionamento feito pelo Centro de Operações da Polícia Militar. No imóvel, os investigadores estiveram acompanhados do delegado responsável e da perícia técnica. Quando chegaram ao local, a área já havia sido preservada pelo Corpo de Bombeiros.

Em seu relato inicial, o suspeito afirmou que saiu para o trabalho por volta das 7h e deixou a mulher em casa. Segundo ele, retornou no início da tarde, por volta das 13h, para levar o almoço, e depois voltou ao serviço. Mais tarde, ao chegar à residência, por volta das 22h30, disse ter estranhado o fato de a casa estar escura e, ao entrar no imóvel, encontrou a companheira caída sobre a cama. Em seguida, acionou socorro, mas a morte foi constatada no local.

Ainda conforme o depoimento prestado no início das investigações, Edson Campos Delgado relatou que Leise Aparecida Cruz enfrentava quadro de depressão, fazia uso de medicação controlada e teria apresentado episódios anteriores de tentativa de tirar a própria vida. Ele também mencionou que a vítima reclamava de dores após utilizar Mounjaro, medicamento para perda de peso que, segundo a narrativa apresentada, teria sido adquirido no Paraguai.

Com o aprofundamento da investigação, no entanto, a linha inicial foi descartada após a confissão do suspeito, que reconheceu ter matado a esposa por asfixia. A Polícia Civil solicitou exames periciais e o necroscópico para confirmar as circunstâncias da morte e consolidar os elementos do inquérito.

O caso segue sob investigação e reforça o alerta para a escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, que já soma seis feminicídios somente nos primeiros meses de 2026.


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