Campo Grande (MS), Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

Interior / Bataguassu

Pai e filho são condenados após 17 horas de julgamento por tentativa de homicídio em Bataguassu

Réus receberam pena de 6 anos, 1 mês e 10 dias em regime semiaberto por espancamento ocorrido em agosto de 2023

27/02/2026

09:45

DA REDAÇÃO

Lucas e Fernando foram condenados por tentativa de homicídio qualificado em Bataguassu. ©Elenize Oliveira/Cenário MS

Após aproximadamente 17 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Bataguassu, a 295 quilômetros de Campo Grande, condenou nesta sexta-feira (27) Fernando Santos Rocha e Lucas Domingos dos Santos, pai e filho, pelo crime de tentativa de homicídio contra um homem de 41 anos, ocorrido em 25 de agosto de 2023.

A sessão foi encerrada por volta das 2h da madrugada, com a fixação da pena em 6 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Os jurados reconheceram que o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, mas acolheram a tese de “privilégio por violenta emoção”, o que resultou na redução da pena aplicada.

Decisões do Júri

Durante o julgamento, Fernando Santos Rocha foi absolvido das acusações de corrupção de menores e ameaça a testemunhas. O Tribunal do Júri concedeu aos réus o direito de recorrer em liberdade.

A eventual indenização à vítima deverá ser discutida em ação cível própria, conforme decisão judicial.

Um terceiro envolvido, menor de idade à época dos fatos, foi julgado separadamente e cumpre medida socioeducativa de seis meses de prestação de serviços à comunidade.

Espancamento deixou sequelas permanentes

De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pai e filho teriam liderado o grupo responsável pelo espancamento ocorrido na Rua São Bento, no bairro São Francisco, em Bataguassu.

A vítima sofreu lesões graves na cabeça, entrou em coma e precisou ser transferida para Campo Grande, onde permaneceu internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa.

Atualmente, o homem está aposentado por invalidez, realiza sessões contínuas de fisioterapia e enfrenta prejuízos financeiros decorrentes das despesas médicas. Durante o episódio, também foram danificados o veículo e o telefone celular da vítima.

Martins, que hoje vive com limitações de mobilidade e está aposentada, aguarda o desfecho do processo após anos de tratamento

Reação da vítima

Após o julgamento, a vítima declarou sentir alívio com a condenação, embora tenha considerado a pena branda em razão do regime semiaberto. Segundo relato à imprensa local, as sequelas físicas são permanentes e impactam sua rotina diária.

O caso reforça o debate sobre a aplicação de penas em crimes de tentativa de homicídio e os efeitos duradouros de agressões violentas na vida das vítimas.


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