Campo Grande (MS), Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

Política / Eleições 2026

Ignorado pelo bloco governista, Nelsinho Trad admite candidatura própria do PSD ao Governo de MS em 2026

Senador reage à exclusão do grupo Riedel–Reinaldo e diz que partido pode lançar nome próprio no Estado

12/01/2026

10:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O presidente estadual do PSD, senador Nelsinho Trad, admitiu neste fim de semana que o partido pode lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026, diante do isolamento imposto pelo atual grupo governista formado por Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL).

A declaração ocorre após o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmar publicamente que Nelsinho não será apoiado pelo bloco que hoje comanda o Estado.

“Tudo pode acontecer… muita água ainda vai passar nessa ponte… o plano das candidaturas nacionais ainda nem começou a se desenhar… e certamente vai refletir nos estados”, afirmou Nelsinho.

PSD reage à exclusão política

Segundo o senador, ainda não há definição fechada sobre alianças ou candidaturas, mas a movimentação do PL nacional antecipando decisões criou um novo cenário político em Mato Grosso do Sul.

“Está muito cedo para definição por agora… isso muda, muda, muda”, reforçou.

Nelsinho afirmou ainda que pretende conversar com o governador Eduardo Riedel após o período de férias, mas deixou claro que o PSD não aceitará ser empurrado para uma posição secundária.

Valdemar atropela Reinaldo e define chapa

O impasse se agravou depois que Valdemar da Costa Neto anunciou que os candidatos do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul serão Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ignorando completamente Nelsinho.

A decisão causou ruído interno porque Reinaldo havia declarado que a escolha só seria feita em março, mas foi atropelado pelo comando nacional do partido, que filiou Contar e já o lançou como pré-candidato.

Nelsinho e Contar lideram pesquisas

Tanto Nelsinho Trad quanto Capitão Contar aparecem nas primeiras posições em levantamentos de intenção de voto no Estado, o que torna ainda mais sensível a exclusão do senador do bloco governista.

PSD controla a vice-governadoria

O PSD hoje ocupa uma posição estratégica no governo estadual. O partido tem o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que pode ser reconduzido ao cargo em 2026. Além disso, há um acordo político entre Riedel e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Esse compromisso foi firmado depois que Riedel recusou convite para se filiar ao PSD, feito pessoalmente por Kassab, que chegou a ir à casa do governador em Campo Grande para tentar convencê-lo. Em troca, Riedel teria prometido entregar o comando do partido no Estado ao PSD dentro do arranjo político de 2026.

Cenário em ebulição

Com o PL fechando fileiras em torno de Reinaldo e Contar, e o PSD sendo ignorado, o cenário abre espaço para uma ruptura no campo governista. Caso o isolamento persista, o PSD pode optar por lançar Nelsinho Trad ou outro nome próprio ao Governo, criando uma nova frente competitiva na disputa estadual.


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