Política / Segurança Pública
CPI do Crime Organizado terá Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro entre os integrantes
Instalação está marcada para terça-feira (4); colegiado deve investigar avanço das facções e envolvimento de agentes públicos
31/10/2025
10:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O Senado Federal se prepara para instalar, na próxima terça-feira (4 de novembro), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que investigará o avanço das facções criminosas, o envolvimento de agentes públicos e as falhas nas políticas de segurança pública no país.
As bancadas partidárias começaram nesta sexta-feira (31) a indicar os senadores que comporão o colegiado. Entre os nomes confirmados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil-PR). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) deve ser o relator da comissão.
Até o momento, as indicações indicam maioria da oposição no colegiado. Além de Flávio Bolsonaro e Moro, devem participar Marcos do Val (Podemos-ES) — que poderá ser substituído por Márcio Bittar (PL-AC) caso mantenha a licença — e Magno Malta (PL-ES), que também está licenciado e pode ser substituído por Eduardo Girão (Novo-CE).
Os partidos PP e Republicanos ainda não formalizaram seus representantes, o que pode ampliar a influência da oposição dentro da CPI.
Pelo campo governista, o PT indicou como titulares o líder da bancada no Senado, Jaques Wagner (BA), e Rogério Carvalho (SE). O senador Fabiano Contarato (ES) será suplente. Outros nomes próximos ao governo, como Otto Alencar (PSD-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO) e o próprio Alessandro Vieira, devem integrar o grupo.
Segundo Otto Alencar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a composição ainda pode ser ajustada nos próximos dias. O governo tenta articular apoio para que Contarato assuma a presidência da CPI.
A criação da comissão foi anunciada na quarta-feira (29), um dia após a megaoperação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos. O episódio reacendeu o debate sobre a eficácia das ações de segurança pública e o papel da União no combate ao crime organizado.
A expectativa é de que a CPI se torne um dos principais palcos de embate político do Congresso neste fim de ano, com trocas de acusações entre governistas e oposição em torno da responsabilidade das autoridades federais e estaduais no enfrentamento às facções criminosas.
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