Política / Assembleia Legislativa
Zé Teixeira denuncia manipulação de indígenas e cobra investigação sobre ataques a fazenda em Caarapó
Deputado afirma que ONGs estariam incentivando invasões e pede atuação firme do Estado e da Polícia Federal
27/10/2025
12:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), condenou de forma veemente a suposta manipulação de indígenas Guarani-Kaiowá para promover invasões a propriedades privadas. A declaração foi feita após o ataque registrado no último sábado (25), na Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS).
“Organismos oportunistas, que ganham dinheiro com a questão indigenista, estão incentivando esses atos criminosos. Felizmente o Estado tem um governador firme, como é Eduardo Riedel, e todos aqueles que cometerem essa barbárie vão responder judicialmente”, destacou o parlamentar.
Um dos principais alvos das críticas de Zé Teixeira foi o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Igreja Católica. Segundo ele, o grupo estaria “se aproveitando da causa indígena para obter recursos e legitimar sua atuação”.
“Temos informações e provas concretas de que o Cimi alugou ônibus que transportaram os indígenas até a sede da Fazenda Ipuitã e que seus dirigentes incentivam ações violentas para chamar atenção de organismos internacionais”, afirmou o deputado.
Zé Teixeira lembrou que o conflito tem origem em 2009, quando o Ministério da Justiça reconheceu, de forma irregular, segundo ele, a posse indígena sobre os 11,4 mil hectares da Fazenda Ipuitã.
Em 2014, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o ato e aplicou a tese do marco temporal, determinando que os invasores fossem retirados da área.
“A Suprema Corte reparou um erro histórico, mas até hoje os invasores continuam no local, manipulados por ONGs que sustentam uma falsa ‘Terra Indígena Guyraroká’, que nunca existiu”, completou.
O parlamentar afirmou que grupos externos estariam “preparando os indígenas para resistir à Justiça e promover o caos”. Segundo ele, durante o ataque de sábado, houve incêndio de instalações e expulsão de funcionários, resultando em prejuízos milionários aos proprietários.
“Esses oportunistas transformaram um problema social em negócio. Eles infiltram pessoas nas aldeias para fomentar o crime e o terrorismo”, declarou.
Zé Teixeira defendeu a abertura de uma investigação pela Polícia Federal para identificar os responsáveis por financiar e instigar os ataques, além de cobrar que as autoridades federais tomem providências imediatas.
“As mesmas autoridades que posam de defensoras dos indígenas precisam ver o que está acontecendo em Mato Grosso do Sul. É preciso denunciar, julgar e condenar quem manipula e lucra com a violência”, argumentou.
Por fim, o deputado reforçou apoio ao governador Eduardo Riedel, pedindo que o Estado mantenha a presença das forças de segurança nas áreas invadidas.
“Seguimos confiando no Poder Judiciário e no governo estadual para garantir a integridade dos trabalhadores e restaurar a ordem no campo”, finalizou Zé Teixeira.
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