Política / Partidos
PL entra em ebulição em MS e Reinaldo busca cúpula nacional para conter racha interno
Divisão entre filiados, disputa por vagas majoritárias e apoio a Riedel pressionam articulação do partido em MS
02/02/2026
07:15
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
Reinaldo Azambuja se reúne com cúpula do PL em meio a crise interna e impasse sobre Contar
O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, volta a se reunir nesta terça-feira com a cúpula nacional da legenda, em Brasília, para tratar da formação das chapas estadual e federal e das alianças para as eleições. O encontro ocorre em meio a forte crise interna, marcada por resistência de filiados às escolhas da direção e impasses envolvendo pré-candidaturas.
Azambuja confirmou que irá conversar com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, e com o senador Rogério Marinho, uma das principais lideranças da sigla.
“Vou falar com Valdemar e Rogério sobre a montagem das chapas estadual e federal e sobre as alianças nos estados e no Brasil”, afirmou Reinaldo.
O ex-governador enfrenta insatisfação de lideranças do próprio PL que pretendem disputar cargos majoritários e questionam o apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel. Entre os nomes que já lançaram pré-candidaturas ao governo estão os deputados Marcos Pollon e João Henrique Catan. Para o Senado, a pré-candidatura é de Giani Nogueira.
Outro foco de tensão é o ex-deputado Capitão Contar, recentemente filiado ao PL e também interessado na disputa pelo Senado. Contar foi anunciado como pré-candidato com aval de Valdemar, mas enfrenta resistência do grupo ligado a Azambuja e a Riedel por ter sido adversário direto na eleição passada.
Além disso, aliados que também pleiteiam o Senado — Gerson Claro, Marcelo Migliolli e Nelsinho Trad — cobram apoio e não aceitam o antigo desafeto no mesmo palanque.
Azambuja tentará, junto à direção nacional, uma saída para a divisão interna. Uma das estratégias em discussão é convencer os dissidentes da necessidade de unidade em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Embora Reinaldo já tenha declarado que seguirá o partido no apoio a Flávio, interlocutores avaliam que será difícil unificar toda a coligação na campanha.
O quadro se complica pelo alinhamento político de Riedel com governadores do PSD que podem lançar candidatura própria ao Planalto, aumentando o risco de divisão do grupo no Estado.
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