Campo Grande (MS), Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026

Saúde / Bem-Estar

Reino Unido alerta para risco raro de pancreatite associado às canetas emagrecedoras

Agência reguladora diz que efeito colateral é pouco frequente, mas exige atenção a sintomas iniciais

02/02/2026

09:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, emitiu um alerta de segurança sobre o risco — considerado baixo — de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam medicamentos agonistas do GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Em comunicado, a MHRA reforçou que a pancreatite aguda é um efeito colateral conhecido, porém pouco frequente, desses medicamentos.

“Em alguns casos extremamente raros, as complicações da pancreatite aguda podem ser particularmente graves”, destacou a agência.

Sintomas que exigem atenção

Segundo a MHRA, médicos e pacientes devem ficar atentos aos sinais iniciais para evitar a progressão do quadro, como:

  • dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas;

  • náuseas e vômitos associados.

Avaliação da agência

A diretora de Segurança da MHRA, Alison Cave, afirmou que, para a grande maioria dos pacientes, os agonistas do GLP-1 são seguros e eficazes, com benefícios relevantes para a saúde quando usados com prescrição e acompanhamento.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados”, disse.

Contexto e uso

Os agonistas do GLP-1 são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e, em produtos específicos, para o controle do peso e a redução do risco cardiovascular em pessoas com doença estabelecida e IMC elevado.

Uma pesquisa recente da University College London estimou que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram canetas emagrecedoras entre o início de 2024 e o início de 2025, com foco na perda de peso.

Orientação geral

Especialistas reforçam que o uso deve ser feito apenas com prescrição, monitoramento clínico e informação adequada sobre riscos e benefícios, com busca imediata por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.


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