Interior / Inocência
Inocência receberá nova fábrica de hidrogênio em 2028, vizinha à planta de celulose da Arauco
Investimento da Peróxidos do Brasil reforça vocação industrial de Mato Grosso do Sul e consolida o Estado como polo mundial da bioeconomia
08/10/2025
10:00
CGN
DA REDAÇÃO
Unidade da Peróxidos do Brasil em Curitiba (Foto: Divulgação/Peróxidos do Brasil)
O município de Inocência, localizado a 331 quilômetros de Campo Grande, receberá uma nova fábrica de hidrogênio com previsão de início das operações em 2028. O empreendimento será implantado pela Peróxidos do Brasil, empresa formada pela parceria entre o Grupo Solvay e a PQM (Produtos Químicos Makay), e ficará vizinho à futura planta de celulose da Arauco, no mesmo município.
A fábrica de Inocência será a quarta unidade de produção de hidrogênio do grupo, que já mantém operações em Curitiba e terminais de distribuição na Argentina, Chile e Colômbia. O valor do investimento e o número de empregos que serão gerados ainda não foram divulgados oficialmente.
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o projeto integra o ciclo de investimentos que está transformando Mato Grosso do Sul em referência global em sustentabilidade e inovação industrial.
“A nova planta será vizinha à fábrica da Arauco e deve entrar em operação em 2028, consolidando o Estado como referência mundial na cadeia de celulose e papel. O investimento faz parte de um ciclo que já ultrapassa R$ 100 bilhões em projetos industriais, transformando o Mato Grosso do Sul em um polo global da bioeconomia”, afirmou Verruck.
O projeto acompanha o crescimento do setor de celulose no Estado, já que o hidrogênio é utilizado como insumo no branqueamento da fibra e em processos químicos da produção.
A instalação da nova planta em Inocência reforça o conceito do “Vale da Celulose”, consolidando a região como epicentro da industrialização sustentável de Mato Grosso do Sul.
No mesmo município, a Arauco, multinacional chilena do setor florestal, está construindo uma mega fábrica de celulose avaliada em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões).
Com previsão de operação no último trimestre de 2027, a planta terá capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose — sendo considerada a maior do mundo implantada em uma única etapa.
Durante as obras, o empreendimento deve gerar 14 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia local e o desenvolvimento de infraestrutura na região.
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