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Morre Manoel Carlos, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira e criador das “Helenas”

Escritor marcou gerações com novelas centradas em relações humanas, ambientadas no Rio de Janeiro e protagonizadas por mulheres fortes

09/01/2026

19:55

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O autor de novelas Manoel Carlos, um dos nomes mais importantes da história da televisão brasileira, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro (RJ). A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.

Conhecido como Maneco, o escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. Segundo pessoas próximas, o último ano foi marcado por um agravamento do quadro, com comprometimento motor e cognitivo.

Trajetória e legado na televisão

Manoel Carlos iniciou sua carreira artística ainda muito jovem, aos 17 anos, atuando no teatro. Antes de se consolidar como um dos principais autores da TV Globo, passou por diversas emissoras brasileiras, exercendo funções como ator, produtor e roteirista. Em 1972, ingressou na Globo como diretor-geral do programa Fantástico, dando início a uma longa e bem-sucedida trajetória na emissora.

Ao longo das décadas, construiu uma obra que se tornou referência na dramaturgia nacional, assinando novelas que marcaram gerações, como Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Por Amor, Viver a Vida e Em Família. Suas histórias tinham como pano de fundo, em sua maioria, o Rio de Janeiro, e se destacavam pela abordagem sensível de conflitos familiares, relações afetivas e dilemas cotidianos da classe média brasileira.

As “Helenas”, símbolo de sua obra

Um dos traços mais marcantes da carreira de Manoel Carlos foi a criação das protagonistas chamadas Helena, personagens que atravessaram várias de suas novelas, de Baila Comigo (1981) até Em Família (2014). As “Helenas” se tornaram um símbolo de sua dramaturgia, retratando mulheres fortes, complexas e profundamente ligadas à maternidade e às relações familiares, quase sempre movidas por um amor intenso e incondicional pelos filhos.

Essas personagens ajudaram a consolidar o estilo do autor, baseado em narrativas intimistas, diálogos realistas e conflitos emocionais profundos.

Vida pessoal e despedida

Além de autor, Manoel Carlos também atuou como escritor e diretor. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.

Segundo a família, o velório será realizado de forma reservada, restrito a familiares e amigos próximos. A morte de Manoel Carlos encerra um dos capítulos mais relevantes da teledramaturgia brasileira, deixando um legado que continua presente na memória afetiva do público e na história da televisão.


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