Política / Justiça
Claudinho Serra, assessor e empreiteiro acusados de corrupção seguem presos após revisão judicial
Trio é alvo da 4ª fase da Operação Tromper, que investiga fraudes em contratos e licitações da Prefeitura de Sidrolândia
29/08/2025
09:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A Vara Criminal de Sidrolândia decidiu manter a prisão preventiva do ex-vereador de Campo Grande Claudinho Serra (PSDB), de seu assessor Carmo Name Júnior e do empreiteiro Cleiton Nonato Correia, detidos desde 5 de junho deste ano na 4ª fase da Operação Tromper. O trio é acusado de integrar esquema de corrupção que atuava dentro da Prefeitura de Sidrolândia.
“Procedo à revisão da prisão preventiva e mantenho a custódia cautelar de Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, Carmo Name Júnior e Cleiton Nonato Correia, por persistirem os fundamentos que a motivaram”, afirma a decisão judicial.
Conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a operação identificou um grupo criminoso voltado a fraudes em licitações e contratos administrativos no município.
De acordo com as investigações, Claudinho Serra — que já havia sido preso em abril de 2024, durante a 3ª fase da Tromper, quando ocupava o cargo de secretário de Fazenda de Sidrolândia — seria o mentor do esquema e teria cooptado servidores e empresários para o desvio de recursos públicos.
A 4ª fase da investigação atingiu diretamente o núcleo familiar de Serra, incluindo o pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e a esposa, Mariana Camilo de Almeida Serra, filha da ex-prefeita Vanda Camilo, ambos indiciados.
Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho (preso) – apontado como chefe do esquema;
Cláudio Jordão de Almeida Serra – pai de Claudinho;
Mariana Camilo de Almeida Serra – esposa de Claudinho;
Carmo Name Júnior (preso) – assessor de Claudinho;
Jhorrara Souza dos Santos Name – esposa de Carmo;
Cleiton Nonato Correia (preso) – empreiteiro e dono da GC Obras;
Thiago Rodrigues Alves – intermediário de propinas;
Jéssica Barbosa Lemes – esposa de Thiago;
Valdemir Santos Monção (Nanau) – ex-assessor parlamentar;
Sandra Rui Jacques – empresária e esposa de Nanau;
Edmilson Rosa – empresário;
Ueverton da Silva Macedo (Frescura) – empresário;
Juliana Paula da Silva – esposa de Ueverton;
Rafael de Paula da Silva – cunhado de Ueverton.
A denúncia do MPMS aponta que o grupo fraudava licitações e direcionava contratos públicos, cobrando repasses que variavam de 10% a 30% do valor dos contratos. As investigações incluem setores como o Cemitério Municipal, a Fundação Indígena, o abastecimento da frota de veículos oficiais e diversos repasses irregulares a Serra.
Em 19 de abril de 2024, Claudinho Serra e outros 22 investigados já haviam se tornado réus na 3ª fase da Tromper, após denúncia aceita pela Justiça com base em delações premiadas e provas documentais.
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