Campo Grande (MS), Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025

Política / Assembleia Legislativa

Na Alems, Lia Nogueira reage ao 24º feminicídio em MS e cobra fortalecimento de políticas públicas

Deputada destaca necessidade de autonomia financeira para vítimas e elogia atuação policial em caso recente de violência

28/08/2025

10:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Mato Grosso do Sul atingiu, nesta semana, a triste marca de 24 feminicídios em 2025. O caso mais recente ocorreu na quarta-feira (27), em Bataguassu, onde uma mulher foi morta a facadas. O episódio foi lembrado em plenário pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), durante sessão na Assembleia Legislativa.

A parlamentar reforçou que a dependência econômica é um dos fatores que mantém mulheres presas a relacionamentos abusivos.

“Nenhuma mulher gosta de apanhar. Muitas vezes a agressão se perpetua pela falta de independência financeira. É por isso que precisamos dar oportunidades, para que elas possam reconstruir suas vidas e criar seus filhos longe dos agressores”, afirmou Lia.

📌 Ações destacadas por Lia Nogueira

  • Programa Recomeço: iniciativa do Governo do Estado que oferece suporte às vítimas.

  • Projeto de lei sancionado pelo governador Eduardo Riedel (PP): de autoria da deputada, garante incentivo à contratação de mulheres em situação de violência doméstica.

  • Campanha Agosto Lilás: encerrada na Alems com foco no enfrentamento à violência de gênero.

🚨 Moção de reconhecimento

Durante a sessão, Lia também apresentou moção de congratulação à investigadora Kelly Amarildo do Nascimento, da Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas. No dia 26, a policial interveio diante de um agressor que ameaçava a vítima em via pública, evitando que o caso terminasse em feminicídio e efetuando a prisão em flagrante.

💬 Posição da deputada

“Podem nos chamar de loucas, se for por apontar a ferida e lutar pelos direitos das mulheres. Quantas vezes for preciso, estaremos prontas para recomeçar”, concluiu Lia Nogueira.

A deputada defendeu que o modelo de enfrentamento em Mato Grosso do Sul precisa ser fortalecido, garantindo rede de proteção, acolhimento e repressão eficaz, capaz de amparar vítimas e punir agressores.


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