Política / Economia
Datafolha: 39% apontam família Bolsonaro como responsável pelo tarifaço; 35% culpam Lula e 15% Moraes
Pesquisa revela divisão da opinião pública sobre sobretaxa de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros
16/08/2025
22:00
DA REDAÇÃO
Eduardo Bolsonaro, ao lado de Trump e de seu pai, no encontro do G20 - Foto: Reprodução
O Datafolha divulgou neste sábado (16) levantamento que mostra como os brasileiros interpretam a responsabilidade pelo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra o Brasil. Para 35% dos entrevistados, o presidente Lula (PT) é o principal culpado. Já a família Bolsonaro soma 39% das citações, com destaque para Jair Bolsonaro (22%) e seu filho Eduardo Bolsonaro (17%), que tem atuado em Washington em articulações com o governo de Donald Trump.
Além deles, 15% dos entrevistados responsabilizam o ministro Alexandre de Moraes (STF), alvo de sanções pela Lei Magnitsky. Outros 7% não souberam responder, enquanto 3% não atribuíram culpa a nenhum dos nomes listados.
O levantamento foi feito com 2.002 entrevistas em 113 municípios nos dias 11 e 12 de agosto.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa acontece em meio à crise aberta pelo tarifaço de 50% de Trump, que impacta diretamente as exportações brasileiras.
Eleitores de Lula (2022):
73% atribuem a culpa à família Bolsonaro (38% a Jair e 35% a Eduardo).
11% apontam Lula.
5% citam Moraes.
Eleitores de Bolsonaro (2022):
58% culpam Lula.
25% responsabilizam Moraes.
Apenas 5% apontam Eduardo e 4% Jair Bolsonaro.
O Datafolha também mediu a percepção sobre os próximos passos do governo norte-americano:
40% acreditam que Trump tomará novas medidas contra o Brasil após a prisão domiciliar de Bolsonaro.
28% avaliam que Trump negociará termos menos duros.
20% dizem que apenas manterá as tarifas já aplicadas.
12% não souberam responder.
Na última quarta-feira (13), Lula anunciou uma medida provisória de R$ 30 bilhões em crédito para empresas prejudicadas, além da ampliação das compras públicas, especialmente de produtos perecíveis que perderam mercado externo.
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