Política / Justiça
Moraes marca depoimentos no STF de Carlos e Eduardo Bolsonaro no caso da “minuta do golpe”
Filhos do ex-presidente serão ouvidos como testemunhas de defesa de Filipe Martins no processo do "Núcleo 2" da tentativa de golpe de Estado
30/06/2025
09:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa no processo que apura a tentativa de golpe de Estado envolvendo o chamado "Núcleo 2" da trama golpista. Entre os nomes convocados estão os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro — que prestarão depoimento no dia 16 de julho, como testemunhas de defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins.
Filipe Martins é acusado de ter elaborado a “minuta do golpe”, além de monitorar Moraes e articular com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ações para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.
Filipe Martins (ex-assessor da Presidência);
Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF);
Marília Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da PF);
Fernando Oliveira (delegado da Polícia Federal);
Marcelo Câmara (coronel da reserva e ex-assessor presidencial);
Mário Fernandes (general da reserva do Exército).
Todos respondem por crimes como:
Tentativa de golpe de Estado;
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Organização criminosa armada;
Dano qualificado;
Deterioração de patrimônio tombado.
Os depoimentos ocorrerão por videoconferência, entre 14 e 21 de julho.
Tenente-coronel Mauro Cid, delator premiado, será ouvido no dia 14 de julho.
Carlos e Eduardo Bolsonaro serão ouvidos em 16 de julho.
Ao todo, foram indicadas 118 testemunhas, algumas em comum entre réus.
Autoridades com foro privilegiado poderão escolher data e local para prestar os depoimentos.
As defesas terão até cinco dias para solicitar mudanças no agendamento prévio, caso necessário.
Na mesma decisão, Moraes rejeitou oitiva de corréus como Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Walter Braga Netto e outros investigados. O relator explicou que o STF veda oitiva de réus ou corréus como testemunhas ou informantes em ações penais conexas.
O ministro também negou preliminares das defesas sobre suposto cerceamento de defesa, suspeição de ministros e violação ao devido processo legal, argumentando que essas alegações já foram analisadas e rejeitadas por unanimidade pela Primeira Turma do STF.
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