Política / Justiça
Prefeito de Ivinhema é condenado a prestar serviços comunitários por ameaçar deputado estadual em rádio
Juliano Ferro, que se autointitula “o mais louco do Brasil”, foi sentenciado após afirmar que poderia tirar a própria vida e a de Renato Câmara
28/06/2025
15:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A Seção Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro Donato Barros (PSDB), a um mês de prestação de serviços à comunidade por ter ameaçado publicamente o deputado estadual Renato Câmara (MDB), em uma entrevista concedida a uma emissora de rádio local. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (25), e ainda cabe recurso.
Durante a entrevista, o prefeito — conhecido por se autoproclamar "o mais louco do Brasil" — teria feito uma declaração interpretada pela Justiça como ameaça de morte:
“A hora que ver que não der mais, você sabe o que acontece? Acabo com a minha vida e com a dele, já resolve esse problema, que está encaminhando para isso, desse cabra”, afirmou Juliano Ferro.
A frase foi analisada pela Justiça como uma promessa de dano injusto, e o contexto de longa rixa política entre Juliano e Renato pesou na decisão. Segundo os autos, o sentimento de insegurança gerado ao parlamentar foi real e sustentado por provas.
Em sua defesa, o prefeito tentou amenizar o tom, alegando que a motivação era estritamente política, e que não houve intenção de atentar contra a integridade física do deputado. No entanto, o Tribunal entendeu que as declarações ultrapassaram os limites do debate público e configuraram uma ameaça.
“A promessa de dano injusto e o real sentimento de insegurança causado no ofendido restaram fartamente demonstrados pelas provas dos autos”, registrou a decisão judicial.
Após as ameaças, Renato Câmara teria solicitado porte de arma e reforçado sua segurança pessoal, evidenciando o temor gerado pela fala do prefeito. Além disso, o deputado já teria registrado boletins de ocorrência em episódios anteriores envolvendo Juliano Ferro, marcando um histórico de animosidade entre os dois.
Até o momento, nenhum dos envolvidos se pronunciou oficialmente sobre a condenação. O espaço permanece aberto para manifestações de ambas as partes.
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