Política / Justiça
Justiça nega liberdade a Claudinho Serra, apontado como chefe de esquema de fraudes em Sidrolândia
Desembargador cita falta de justificativas para cuidados com filhos e mantém prisão preventiva do ex-vereador preso na Operação Tromper
11/06/2025
17:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A Justiça negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do ex-vereador de Campo Grande e ex-secretário de Finanças de Sidrolândia, Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, conhecido como Claudinho Serra. Ele foi preso em 5 de junho durante a quarta fase da Operação Tromper, que investiga um esquema de fraudes em licitações públicas.
A decisão foi proferida pelo desembargador José Ale Ahmad Netto, que indeferiu o habeas corpus impetrado pelo advogado Tiago Bunning Mendes, defensor de Claudinho. No despacho, o magistrado argumenta que “alegar condições subjetivas favoráveis, por si só, não é suficiente para a concessão da liberdade provisória”.
Segundo a investigação, Claudinho seria o chefe do esquema fraudulento que envolveu contratos irregulares com a Prefeitura de Sidrolândia. A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam que ele exerceu papel central nas fraudes ocorridas nos anos de 2022 e 2023, período em que estava à frente da secretaria.
A defesa alegou que ele precisa estar em casa para cuidar dos filhos menores, já que sua esposa — também alvo da investigação — trabalha como médica em regime de plantão. No entanto, o desembargador considerou que não foi comprovada a imprescindibilidade do réu para os cuidados dos filhos, frisando que "esse fato não se presume apenas porque a esposa seja plantonista".
O advogado de Claudinho Serra também sustentou que:
Os procedimentos licitatórios sob investigação já foram encerrados;
Todos os contratos investigados foram rescindidos;
Os servidores públicos envolvidos foram exonerados;
O réu cumpria medidas cautelares e estava com monitoramento eletrônico há 14 meses.
Apesar disso, o Tribunal de Justiça considerou que os argumentos não justificam a revogação da prisão preventiva, mantendo o ex-vereador preso.
A Operação Tromper é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e já cumpriu dezenas de mandados em fases anteriores. O foco é um esquema de direcionamento de contratos, superfaturamento e uso de empresas de fachada, que teria movimentado milhões em recursos públicos.
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