Política / Pesquisa
Aprovação de Lula sobe para 29%, mas rejeição ao governo ainda é maior, aponta Datafolha
Pesquisa revela leve recuperação após pior índice da gestão; expectativa de melhora futura permanece estagnada
05/04/2025
09:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A nova pesquisa Datafolha, divulgada neste início de abril, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu conter a queda em sua popularidade e registrou uma leve melhora na avaliação do governo. O índice de aprovação subiu de 24% em fevereiro para 29%, enquanto a reprovação oscilou de 41% para 38%. Ainda assim, o número de brasileiros que consideram a gestão ruim ou péssima permanece superior ao dos que a avaliam como ótima ou boa.
Ótimo ou bom: 29% (em fevereiro, era 24%)
Ruim ou péssimo: 38% (em fevereiro, era 41%)
Regular: 32% (estável)
Aprovação geral: 48%
Desaprovação geral: 49%
Não sabem: 3%
A pesquisa ouviu 3.054 pessoas com 16 anos ou mais em 172 municípios, entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O atual índice de aprovação (29%) é semelhante ao de Lula em 2005, durante a crise do mensalão (28%).
Em maio de 2021, Bolsonaro registrava 24% de avaliação positiva e 45% de negativa no mesmo estágio do mandato.
A expectativa futura é hoje dividida: 35% acham que o governo será ótimo ou bom, e outros 35% acreditam que será ruim ou péssimo — o primeiro empate desde o início da gestão atual.
A queda de popularidade, registrada especialmente entre dezembro e fevereiro, foi associada a:
Aumento no preço dos alimentos e inflação;
Crises de comunicação, como os boatos sobre taxação do Pix;
Percepção de ineficácia nas ações do governo.
Para reverter o cenário, Lula nomeou o marqueteiro Sidônio Palmeira para comandar a Secretaria de Comunicação (Secom) e iniciou uma ofensiva publicitária. A previsão é de que os gastos com campanhas de ministérios, estatais e bancos somem até R$ 3,5 bilhões em 2025, após a conclusão de licitações.
Eleitores com ensino superior: aprovação subiu de 18% para 31%;
Renda entre 2 e 5 salários mínimos: 17% para 26%;
Renda entre 5 e 10 salários mínimos: 18% para 31%;
Renda acima de 10 salários mínimos: 18% para 31%;
Região Sudeste: 20% para 25%;
Região Nordeste: 33% para 38% (ainda abaixo dos 49% registrados em dezembro).
Entre os mais pobres (até 2 salários mínimos), a avaliação positiva permanece praticamente estável: 30% (em dezembro era 44%).
Expectativa positiva (ótimo ou bom): 35%
Expectativa negativa (ruim ou péssimo): 35%
Regular: 28%
Essa é a primeira vez desde o início do terceiro mandato de Lula que a perspectiva otimista não supera a pessimista.
Piorou: 29% (eram 23% em julho de 2024)
Melhorou: 28% (antes 26%)
Permaneceu igual: 42% (antes 51%)
Esses dados sugerem que, mesmo com a leve recuperação na popularidade, a sensação de melhora concreta na vida da população ainda não foi percebida pela maioria.
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