Política e Economia Internacional
Após tarifaço de Trump, senador Nelsinho Trad propõe nova estratégia de comércio exterior
Presidente da Comissão de Relações Exteriores destaca importância da Rota Bioceânica e defende missão parlamentar aos EUA
03/04/2025
18:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal, reagiu com firmeza ao anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de novas tarifas de importação contra produtos brasileiros. Em discurso realizado nesta quarta-feira (2), no plenário do Senado, o parlamentar cobrou uma revisão da política de comércio exterior do Brasil e defendeu a ampliação da autonomia logística do país.
“Não podemos aceitar que o produtor brasileiro seja sempre o elo mais frágil dessa cadeia global de conflitos”, afirmou Trad, pedindo respostas técnicas e planejadas frente ao novo cenário internacional.
Nelsinho Trad destacou a importância de projetos estruturantes como a Rota Bioceânica, corredor logístico que conecta o Mato Grosso do Sul ao Oceano Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile, facilitando o acesso ao mercado asiático.
“A Rota Bioceânica é uma alternativa logística estratégica que reduz nossa dependência de mercados únicos e fortalece nossa autonomia. Isso é política externa com visão de futuro”, pontuou.
O senador classificou as novas tarifas impostas pelo governo Trump como “um sinal dos tempos” e defendeu que o Brasil também repense seus acordos e práticas comerciais. Para isso, propôs a criação de uma missão oficial ao Congresso dos Estados Unidos, a ser articulada pela CRE, com o objetivo de buscar diálogo e equilíbrio nas relações bilaterais.
“Essa é uma reação planejada e inteligente. Não se trata de confronto, mas de agir estrategicamente diante das mudanças da ordem global”, destacou o parlamentar.
Durante sua fala, Nelsinho Trad também alertou sobre a necessidade de articulação entre Executivo, Legislativo e setor produtivo para formular uma nova política comercial, menos vulnerável às flutuações de outros países.
“Se os Estados Unidos estão revendo seus acordos, o Brasil também deve fazer o mesmo, de forma técnica e intersetorial, com inteligência e planejamento”, concluiu.
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