Campo Grande (MS), Terça-feira, 30 de Junho de 2026

Política / Eleições 2026

Simone Tebet deve enfrentar nova disputa por suplência ao Senado em São Paulo

Com chapa definida ao lado de Marina Silva, partidos aliados agora miram vagas de suplentes que podem ganhar peso político

29/06/2026

17:00

DA REDAÇÃO

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A ex-senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, do PSB, deve acompanhar uma nova disputa interna na formação da chapa majoritária em São Paulo. Depois de garantir espaço como candidata ao Senado no palanque de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, a briga agora se concentra na definição de sua suplência.

A composição prevista terá Fernando Haddad, do PT, como candidato ao governo paulista, Márcio França, do PSB, como vice, e Simone Tebet e Marina Silva, do PT, na disputa pelas duas vagas ao Senado.

A definição das suplências ganhou importância porque tanto Simone quanto Marina podem voltar a ocupar cargos de ministras em eventual novo governo. Nesse cenário, os suplentes passariam a ter chance real de assumir mandato no Senado Federal.

O PT, que abriu mão das vagas titulares ao Senado na chapa, agora busca espaço nas suplências. Segundo o jornal Estadão, um dos nomes cotados é o advogado Laio Correia Morais, que foi chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

O PSB também entrou na disputa. O partido argumenta que cedeu Márcio França para a vaga de vice na chapa ao governo e, por isso, defende participação na composição das suplências.

Nos bastidores, integrantes do PSB avaliam que Simone Tebet, embora filiada à legenda para disputar por São Paulo, estaria mais ligada à cota política de Lula do que propriamente à estrutura partidária paulista.

Além de PT e PSB, outras legendas da base também observam a disputa. PDT e PSOL, que não indicaram nomes para cargos titulares na majoritária, demonstram interesse nas suplências de Simone Tebet e Marina Silva.

A movimentação mostra que, mesmo após a definição dos principais nomes da chapa, a composição política em São Paulo ainda está longe de ser simples. As suplências, normalmente tratadas como posições secundárias, ganharam peso pela possibilidade de abertura de vagas no Senado.

Para Simone Tebet, a disputa representa mais uma etapa de articulação em sua mudança de base eleitoral. Ex-senadora por Mato Grosso do Sul, ela passou a construir candidatura em São Paulo dentro de uma aliança nacional alinhada ao projeto político de Lula.

O desfecho da negociação deve indicar o equilíbrio de forças entre os partidos aliados e o tamanho do espaço reservado a cada legenda dentro da chapa. Na prática, a escolha dos suplentes pode definir quem terá acesso ao mandato caso uma das candidatas eleitas assuma função no Executivo federal.


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