Política / Justiça
Moro defende Flávio Bolsonaro, critica PT e cobra CPI para investigar Banco Master
Senador afirmou que Flávio apresentou explicações sobre conversas com Daniel Vorcaro e voltou a defender apuração parlamentar sobre o caso
14/05/2026
19:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Sergio Moro (PL-PR) saiu em defesa do colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (14), após a repercussão dos áudios e mensagens trocados entre o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em publicação na rede social X, Moro afirmou que Flávio Bolsonaro apresentou explicações sobre o episódio e acusou o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de explorar politicamente o caso.
“Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão”, escreveu Sergio Moro.
Na mesma publicação, o senador também atacou o Partido dos Trabalhadores e citou casos de corrupção associados à legenda.
“Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT. Mensalão, Petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas”, afirmou.
Na manifestação, Sergio Moro afirmou que ele e integrantes da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, já assinaram o pedido de instalação da CPMI do Banco Master.
O senador disse que sempre defendeu a criação do colegiado para investigar denúncias relacionadas ao caso e reforçou o argumento de que a apuração parlamentar seria necessária para esclarecer os fatos.
“Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master”, declarou.
Moro também usou a expressão “quem não deve, não teme” ao defender a investigação.
A manifestação de Moro ocorreu depois da publicação de reportagem do The Intercept Brasil, na quarta-feira (13), revelando conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões para financiar o longa. Os recursos teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro.
Ainda conforme o site, os pagamentos teriam ocorrido entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações diferentes. O valor total negociado para o projeto chegaria a R$ 134 milhões, embora não haja comprovação, segundo a publicação, de que toda a quantia tenha sido efetivamente transferida.
Um dos áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, atribuído a Flávio Bolsonaro e datado de 8 de setembro de 2025, mostra o senador cobrando Daniel Vorcaro por atrasos nos repasses destinados à produção do filme.
“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme”, disse o parlamentar na gravação.
Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro confirmou que participou das negociações para captar recursos destinados ao longa, mas negou qualquer irregularidade.
O senador afirma que buscava investimento privado para uma obra audiovisual sobre o pai e sustenta que as tratativas foram feitas de forma regular, com contratos e formalização dos aportes.
A defesa pública feita por Sergio Moro ocorre em um momento de aumento da pressão política sobre Flávio Bolsonaro, que é apontado como pré-candidato à Presidência da República.
As conversas com Daniel Vorcaro passaram a ser exploradas por adversários políticos e também levantaram questionamentos sobre o financiamento do filme, o destino dos recursos mencionados nas mensagens e a relação do senador com o banqueiro.
Daniel Vorcaro está no centro de investigações envolvendo o Banco Master, que apuram suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes relacionados ao sistema financeiro.
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