Política / Justiça
Riedel sanciona lei que cria 302 cargos comissionados no TJMS e amplia estrutura do Judiciário
Nova norma autoriza reforço de assessorias para juízes e desembargadores, com impacto anual estimado em até R$ 61,2 milhões
07/04/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) passa a contar, a partir da sanção da Lei nº 6.567, com autorização para ampliar sua estrutura por meio da criação de 302 cargos em comissão. A medida foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel e decorre do Projeto de Lei 5/2026, encaminhado pelo próprio Judiciário estadual para reforçar as equipes de apoio nas unidades com maior demanda processual.
Do total de cargos previstos, 250 são destinados à assessoria de juízes de primeiro grau. A distribuição apresentada pelo projeto prevê 150 cargos para a entrância especial, 75 para a segunda entrância e 25 para a primeira entrância. Segundo a justificativa oficial, a meta é enfrentar o aumento no volume de processos, reduzir atrasos e melhorar as condições de trabalho nas varas com maior acúmulo de ações.
Outros 50 cargos serão destinados à função de assessor de desembargador, o que representa, em média, dois novos assessores para cada um dos 25 desembargadores do Estado. Além disso, a proposta original também mencionava 2 cargos de assessor jurídico-administrativo, embora a maior parte da cobertura tenha destacado o total de 302 cargos ligados diretamente à estrutura de assessoramento de magistrados.
O impacto financeiro estimado da medida pode chegar a R$ 61,2 milhões por ano. Desse total, cerca de R$ 43,8 milhões anuais estão relacionados aos cargos vinculados aos juízes de primeiro grau, sem contar benefícios como férias. Já os 50 assessores de desembargador somam aproximadamente R$ 17,4 milhões por ano, considerando salário base, verba de representação e décimo terceiro.
Na justificativa encaminhada à Assembleia Legislativa, o TJMS argumentou que o reforço no quadro funcional busca melhorar a capacidade de resposta do Judiciário diante do crescimento da demanda processual. O texto sustenta que a ampliação da equipe é necessária para dar mais celeridade à tramitação dos processos e oferecer melhores condições de funcionamento às unidades judiciais.
A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul sem grande resistência e agora entra em vigor com a sanção do Executivo. Com a nova lei, o Judiciário estadual amplia sua estrutura administrativa em um momento de debate sobre produtividade, custo da máquina pública e modelo de contratação no serviço público. Essa leitura final é uma inferência jornalística a partir do conteúdo da lei e da tramitação do projeto.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Alunos da Acadepol reforçam ações do Dracco em investigações contra crime organizado
Leia Mais
Monique Medeiros deixa prisão após perdão judicial no caso Henry Borel
Leia Mais
Estratégia de Trump para América Latina amplia debate sobre militarização e violência regional
Leia Mais
Folha de aposentados do MPMS cresce após corte em supersalários de membros da ativa
Municípios