Política / Justiça
Diretor-geral da PF afirma que investigações do caso Master seguirão “até o fim” e critica tentativas de desvio de foco
Andrei Rodrigues diz que corporação não será intimidada e destaca apuração de fraudes bilionárias no sistema financeiro
18/03/2026
12:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, que a corporação seguirá investigando “até o fim” as suspeitas de fraudes no chamado caso Master, que envolve o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.
A declaração foi feita durante evento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em São Paulo, em meio ao avanço das investigações conduzidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Não seremos intimidados por ninguém”, afirmou Rodrigues.
Críticas a ataques e tentativa de desviar atenção
Durante o discurso, o diretor-geral criticou ataques direcionados à instituição e apontou tentativas de deslocar o foco do debate público para temas paralelos às investigações.
“A Polícia Federal tem sido alvo de ataques covardes e inaceitáveis. O que se discute muitas vezes é ruído, enquanto temos uma fraude de dezenas de bilhões de reais sendo apurada”, declarou.
A fala faz referência indireta à repercussão de conteúdos alheios ao núcleo da investigação, enquanto a PF analisa um grande volume de provas relacionadas ao esquema financeiro investigado.
Nova fase do inquérito no STF
O inquérito tramita sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF, que em fevereiro de 2026 determinou a retomada do fluxo regular das investigações, incluindo:
Reativação de perícias e coleta de depoimentos
Restrição de acesso aos autos a equipes diretamente envolvidas
Medidas para evitar vazamentos e interferências externas
A decisão marcou uma reorganização do processo, após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria.
Pedido de prorrogação e continuidade das apurações
Na terça-feira, 17 de março, a Polícia Federal solicitou ao STF a prorrogação do inquérito, com o objetivo de ampliar o prazo para aprofundamento das investigações. A decisão sobre o pedido deverá ser tomada por André Mendonça nos próximos dias.
A prorrogação é considerada prática comum em investigações de grande complexidade, especialmente em casos que envolvem movimentações financeiras de alto volume e estruturas sofisticadas de fraude.
Foco em fraudes bilionárias
Segundo a PF, o caso envolve suspeitas de irregularidades que podem atingir dezenas de bilhões de reais, com impacto potencial no sistema financeiro nacional.
A corporação reforçou que seguirá atuando com base técnica e autonomia, conforme as diretrizes estabelecidas pelo STF, mantendo o foco na responsabilização dos envolvidos e na conclusão das investigações.
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