Campo Grande (MS), Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

Política / Partidos

Anotações atribuídas a Flávio ampliam crise interna no PL de Mato Grosso do Sul

Lista divulgada pela imprensa nacional intensifica disputa entre pré-candidatos e expõe tensão com acordo nacional da legenda

27/02/2026

07:30

INVESTIGA MS

DA REDAÇÃO

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A divulgação de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acentuou o ambiente de instabilidade no Partido Liberal de Mato Grosso do Sul. O conteúdo, tornado público por veículos de alcance nacional, passou a influenciar diretamente o cenário interno da sigla no Estado e ampliou a pressão sobre lideranças locais.

Segundo os registros divulgados, o deputado federal Marcos Pollon (PL) teria solicitado R$ 15 milhões, enquanto a ex-deputada estadual Gianni Nogueira (PL) teria pedido R$ 5 milhões, totalizando R$ 20 milhões, supostamente para desistirem de um enfrentamento político contra Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) — nomes definidos em articulação nacional envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto.

Tanto Pollon quanto Gianni negaram qualquer pedido de recurso financeiro ou negociação para retirada de pré-candidaturas. Ainda assim, a exposição da lista ampliou o desgaste interno e colocou os dois sob observação de setores bolsonaristas que passaram a acompanhar de perto os próximos movimentos da legenda.

Pressão sobre pré-candidaturas

Atualmente, Marcos Pollon mantém pré-candidatura ao Governo do Estado, enquanto Gianni Nogueira articula nome ao Senado. Internamente, há avaliações de que as movimentações podem integrar estratégia de visibilidade política, tese rejeitada publicamente por ambos, que reiteram intenção de disputar os cargos majoritários.

A repercussão das anotações criou um cenário considerado decisivo dentro do partido. Lideranças avaliam que a permanência das pré-candidaturas dependerá da capacidade de sustentação política diante da direção nacional.

Acordo nacional e possível mudança de legenda

Nos bastidores, a tendência apontada por interlocutores da sigla é de que o PL priorize Eduardo Riedel ao Governo e apoie Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado. Caso desejem manter as candidaturas majoritárias, Pollon e Gianni teriam de definir eventual mudança partidária até 4 de abril, prazo final da janela eleitoral estabelecida pela legislação.

Outro nome no radar é o deputado estadual João Henrique Catan (PL), também pré-candidato ao Governo. Catan já teria iniciado tratativas com o partido Novo, legenda que sinalizou abertura para receber lideranças insatisfeitas com o espaço interno no PL. Caso confirme migração, o cenário pode abrir novas composições para a disputa ao Senado.

A crise evidencia divergências estratégicas no diretório estadual e coloca o PL sul-mato-grossense em momento de reconfiguração política às vésperas do calendário eleitoral.


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