Ampla Visão
Senado: perfil e chances dos candidatos
Análises sobre a disputa ao Senado, bastidores políticos, ética pública, cenário econômico, perfis históricos e ações parlamentares em evidência no Estado
26/02/2026
20:00
MANOEL AFONSO
DESTAQUE: Pelas publicações na mídia, a atenção volta-se para a disputa pelas duas vagas ao Senado. Questiona-se: quem ficará de fora? Contar, Nelsinho, Azambuja ou Vander. Cada matéria aborda um ângulo diferente ao explorar esse ou aquele fator que ainda possa influenciar no resultado final das eleições senatoriais.
CONTAR: Terá se livrado da imagem negativa que passou à opinião pública por ocasião daquele debate frente ao oponente Riedel? O que de novo ele tem mostrado em termos de preparo ou evolução política? Se ficar no mesmo partido de Reinaldo, como será sua postura na campanha? E num inevitável debate, como se comportará?
NELSINHO: Convenhamos; é um equilibrista digno de atravessar as Cataratas de Iguaçu num cabo de aço. Evita polêmicas ideológicas e mostra suas boas relações com o Palácio do Planalto e com o Parque dos Poderes. Adota o pragmatismo nas relações com prefeitos e entidades na contemplação de emendas. Do ‘Trio Trad’, é o mais hábil.
AZAMBUJA: Fora do poder, mas continua no palanque de Riedel. Mas o excesso de exposição pública e a candidatura derrotada de Beto Pereira na capital, não respingou na sua imagem? Elucubrações à parte, ele se declara municipalista ligado a prefeitos e vereadores. Mas qual a imagem que o eleitor ‘bolsonarista raiz’ tem de Reinaldo?
VANDER: Os petistas têm ele como grande articulador por seus contatos no Governo e suas emendas preciosas. Isso é fato. Mas isso basta? Vander converteu Fabio Trad e negociou com a senadora Soraya. Está apostando num desempenho crescente de Lula no Estado para sair beneficiado. Desta vez, saltará de coadjuvante para protagonista?
SORAYA: Desnecessário falar de sua eleição na carona de Bolsonaro. Ao longo destes anos no Senado não se firmou e nem conseguiu formar um grupo político. Líder dela mesmo. Sua mudança partidária não deve agregar grupos de peso e nem mudar sua imagem junto à opinião pública. Sem argumentos para conter a pecha de traidora.
Na política, a traição é tida como um grave pecado, através da quebra de acordos, alianças em troca de interesses pessoais ou fisiologismo. Associada à falta de caráter e credibilidade ínfima, a traição é vista como um instrumento a impulsionar início de trajetórias que terminam no isolamento e consequente fim de carreira.
LEMBRANDO:
“A política é um palco iluminado por promessas, mas cercado de bastidores sombrios. Ali, onde os abraços são largos e as palavras soam doces, muitas vezes escondem-se punhais invisíveis. Traição na política não é acidente: é quase regra escrita nas entrelinhas da ambição humana.” (Anderson Alarcom)
Politicamente tem conseguido alçar voos notáveis. Hábil, convive bem com colegas e políticos de diferentes partidos e, na presidência da Assembleia, é unanimidade, inclusive entre os funcionários. Suas intervenções no prédio já recebem elogios ao resolver o crônico desafio do estacionamento de veículos. Nota 10.
Esse episódio recente do bilhete que supostamente registraria a reserva de R$ 15 milhões do deputado Pollon para desistir da candidatura e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (R$ 5 milhões), caiu como uma bomba. Pior foram as explicações de Flávio Bolsonaro, numa demonstração evidente de despreparo. Quanta bobagem!
Excessos, promessas absurdas, a obsessão de deixar a marca pessoal nas redes sociais, presentes nas categorias profissionais, inclusive na medicina. Médicos travam a guerra no universo digital que fere o Código de Ética, passando à opinião pública um sentimento de desconfiança. Se vivesse, o que pensaria Hipócrates, o Pai da Medicina?
É a saída das empresas sufocadas pelos impostos. Dos 20 milhões de CNPJ, apenas 8 milhões e 500 mil são responsáveis por 70% de toda arrecadação. Dos 110 milhões de pessoas aptas ao trabalho, só 12 milhões pagam imposto. Não por acaso, empresas brasileiras, inclusive do MS, estão se instalando no vizinho Paraguai.
Eleito prefeito de Várzea Grande (MT) (1972); deputado federal (1978); governador (1982); deputado federal (1986); senador (1990); deputado federal (2010); deputado estadual (2022); Conselheiro do T. de Contas (2002/2007). Após três anos de espera, submeteu-se (2017) ao transplante de fígado em Fortaleza (CE).
Senador e irmão de Júlio, pode disputar o governo de Mato Grosso aos 75 anos. Currículo invejável: prefeito de Várzea Grande (1982); governador (1991/1995); prefeito eleito e reeleito (1996/2005); senador em 2006; reeleito em 2019. O poder motiva o homem.
ANTÔNIO VAZ: Implementou em Terenos a “Sala de Autismo 2026”, projeto de alto valor social aplaudido pela comunidade terrenense.
CARAVINA: Requereu título de utilidade pública da Creche Menino Jesus (Camapuã); autor do PL incluindo o “Pantanal Tech” no Calendário Oficial de Eventos de MS.
GERSON CLARO: Defensor do programa “Regularize Já”; autor de moção de apoio à árbitra Daiane Muniz, vítima de racismo.
HASHIOKA: Registrou aprovação dos estudos de viabilidade para nova ponte Paraná-MS; entregou emendas para Glória de Dourados e visitou Ivinhema.
LIA NOGUEIRA: Requereu uma UBS para combater a superlotação do posto de saúde do distrito de Nova Itamarati; parlamentar ligada aos movimentos femininos e das crianças.
LÍDIO LOPES: Pediu reconhecimento do chapéu rural pantaneiro como patrimônio histórico e cultural de MS; defensor das causas das mulheres e das crianças.
LUCAS DE LIMA: Presidiu audiência de prestação de contas da Comissão de Saúde; propôs a Semana de Conscientização e Valorização do Pantanal.
MARCIO FERNANDES: Requereu implantação de ciclovia em Água Clara; eleito líder do Bloco Parlamentar nº 1 (12 membros).
MARA CASEIRO: Pediu bicicletas elétricas para agentes de saúde de Paranaíba; requereu reforço policial para Inocência.
MOCHI: Requereu reconhecimento de utilidade pública da Associação Modelo Coxim de Ciclismo; pediu recuperação de estradas rurais de Nioaque e de ponte em assentamento.
PEDROSSIAN: Pediu declaração de utilidade pública da Associação dos Feirantes de Nioaque; defensor do Governo Riedel no programa “Regularize Já”.
RINALDO: Eleito membro efetivo da CCJR; homenageou a pesquisadora Letícia C. Garcia (UFMS) pela premiação “Mulheres e Ciência”.
ZÉ TEIXEIRA: Pediu reforma do prédio do Detran em Alcinópolis; liberou emenda para a saúde de Caracol.
O ateísmo é uma religião anônima.
A perspicácia é a dor doída da picada de abelha.
A fé é uma graça que podemos ver o que não vemos.
Antes de ser criada a justiça, todo mundo era injusto.
O vento é uma quantidade de ar que passa com muita pressa.
A arpa é a asa que toca. Quanto ao trombone de vara, melhor nem falar.
Animais vegetarianos são aqueles que não vivem. Vegetam!
Os hermafroditas são humanos nascem unidos pelo corpo.
O coração é o órgão que não para de funcionar 24 horas por dia.
A maioria dos crustáceos funciona como pode fora da água.
O terremoto é um movimento de terras provocado por vulcões inativos.
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