Campo Grande (MS), Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026

Política / Eleições

Anotações de Flávio Bolsonaro citam apoio a Riedel e mencionam valores ligados a pré-candidaturas em MS

Rascunho divulgado pela imprensa registra cenário eleitoral no Estado, nomes ao Senado e supostos pedidos financeiros negados pelos envolvidos

25/02/2026

12:00

CGN

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Anotações manuscritas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, revelaram bastidores das articulações do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul. O conteúdo, divulgado nesta quarta-feira (25) pela imprensa nacional, detalha cenários estaduais discutidos em reunião da cúpula partidária.

No trecho referente ao Estado, o documento aponta que o PL deverá apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), mantendo alinhamento político mesmo fora da legenda.

Anotações mencionam apoio a Riedel e supostos pedidos de R$ 15 milhões e R$ 5 milhões, negados por Pollon e Gianni Nogueira

Senado e disputas internas

As anotações indicam como possíveis candidatos ao Senado o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL). Ao lado do nome de Contar aparece a observação: “recall / melhor nas pesquisas, 18% contra 2% dos outros”, sugerindo avaliação interna de desempenho eleitoral.

O nome do deputado federal Marcos Pollon também consta no rascunho, acompanhado da anotação: “pediu 15 mi p/ não ser candidato”. Pollon negou qualquer solicitação de recursos e classificou a informação como infundada. Segundo ele, “não faz o menor sentido” a versão divulgada.

Outro trecho menciona a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, identificada como esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira. Ao lado do nome dela aparece a anotação: “Mulher Rodolpho pediu 5 mi”. Rodolfo também negou qualquer pedido financeiro, afirmando que não houve exigência de valores para desistência de candidatura.

Repercussão e explicação do senador

Após a repercussão, Flávio Bolsonaro confirmou ser o autor das anotações, mas negou que os supostos pedidos tenham ocorrido. Segundo ele, os registros refletiam comentários ou informações que circulavam na reunião e teriam sido anotados como alerta sobre rumores.

“Estava escrito ali que Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato. Aquilo nunca aconteceu”, declarou o senador, afirmando que o conteúdo estaria sendo interpretado de forma distorcida.

O episódio expôs divergências internas no PL sul-mato-grossense, especialmente quanto à composição das chapas ao Senado e ao alinhamento ao governo estadual. As anotações revelam o grau de tensão nas negociações partidárias e indicam movimentações estratégicas para as eleições que se aproximam.


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