Campo Grande (MS), Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

Economia / Empregos

Mato Grosso do Sul gerou mais de 19,7 mil empregos formais em 2025, aponta Novo Caged

Todos os setores da economia fecharam o ano com saldo positivo; Construção liderou a geração de vagas no estado

30/01/2026

11:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O estado de Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com a criação de 19.756 novos empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado é fruto de 419.472 admissões e 399.716 desligamentos registrados ao longo dos 12 meses do ano, consolidando um desempenho positivo do mercado de trabalho formal sul-mato-grossense.

Todos os setores fecharam no azul

De acordo com o levantamento, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo em Mato Grosso do Sul em 2025. O destaque ficou com o setor da Construção, responsável pela abertura de 5.873 vagas.

Na sequência aparecem:

  • Serviços: 4.835 novos postos

  • Indústria: 4.536 vagas

  • Comércio: 3.258 empregos

  • Agropecuária: 1.256 postos de trabalho

Perfil dos trabalhadores

As novas vagas foram ocupadas majoritariamente por homens, que responderam por 11.048 postos, enquanto as mulheres tiveram saldo positivo de 8.708 vagas.

O nível de escolaridade mais atendido foi o de ensino médio completo, com 15.121 empregos gerados. Já o grupo etário com melhor desempenho foi o de jovens entre 18 e 24 anos, que concentraram 14.174 novas vagas no estado.

Municípios com maior geração de empregos

Entre os municípios sul-mato-grossenses, Campo Grande liderou a geração de empregos formais em 2025, com 4.160 novos postos, alcançando um estoque de 251,8 mil vínculos ativos.

Na sequência aparecem:

  • Inocência: 2.349 vagas

  • Dourados: 1.859

  • São Gabriel do Oeste: 1.341

  • Três Lagoas: 1.272

Desempenho nacional

No cenário nacional, o Brasil fechou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos entre janeiro e dezembro.

O estoque de trabalhadores formais cresceu 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos.

Resultados por regiões

O saldo positivo foi registrado em todas as cinco regiões do país e nas 27 unidades da Federação. Os destaques regionais foram:

  • Sudeste: 504,97 mil vagas (+2,10%)

  • Nordeste: 347,94 mil (+4,38%)

  • Sul: 186,12 mil (+2,16%)

  • Centro-Oeste: 149,53 mil (+3,56%)

  • Norte: 90,61 mil (+3,81%)

Estados com melhor desempenho

Os maiores saldos absolutos de empregos em 2025 foram registrados em:

  • São Paulo: 311.228 vagas (+2,17%)

  • Rio de Janeiro: 100.920 (+2,60%)

  • Bahia: 94.380 (+4,41%)

Já as maiores taxas de crescimento proporcional ocorreram em:

  • Amapá: +8,41%

  • Paraíba: +6,03%

  • Piauí: +5,81%

Setores que mais geraram vagas no Brasil

No acumulado do ano, todos os setores apresentaram saldo positivo no país. O maior avanço foi registrado em:

  • Serviços: 758.355 vagas (+3,29%)

  • Comércio: 247.097 (+2,3%)

  • Indústria: 144.319 (+1,6%)

  • Construção: 87.878 (+3,1%)

  • Agropecuária: 41.870 (+2,3%)

Dentro do setor de Serviços, os principais destaques foram:

  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 318.460 vagas

  • Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: 194.903 postos

Dezembro teve retração no emprego

Tradicionalmente marcado por desligamentos, o mês de dezembro apresentou saldo negativo de 618.164 vagas em todo o país. A retração atingiu tanto homens (-348,4 mil) quanto mulheres (-269,7 mil).

Os estados com maior redução foram:

  • São Paulo: -224,2 mil

  • Minas Gerais: -72,7 mil

  • Paraná: -51 mil

Todos os setores econômicos registraram queda no mês, com destaque negativo para Serviços (-280,8 mil), Indústria (-135 mil) e Construção (-104 mil).

Salário médio

Em dezembro, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, com leve queda em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, houve alta real de 2,55%.


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