Política / Partidos
Janela partidária deve redesenhar Assembleia de MS e provocar debandada histórica de deputados
Movimentação prevista para março pode atingir até 15 dos 24 parlamentares da Assembleia Legislativa
23/01/2026
07:30
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
Janela partidária pode provocar troca de sigla por mais da metade dos deputados estaduais em MS
A janela partidária, que será aberta em março, deve provocar uma reconfiguração significativa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com a possibilidade de até 15 dos 24 deputados estaduais trocarem de partido sem perda de mandato. O prazo final para as mudanças é 4 de abril, quando a janela se encerra.
O PSDB tende a ser o principal prejudicado no período. A legenda pode perder quatro dos seis deputados estaduais:
Jamilson Name
Mara Caseiro
Zé Teixeira
— que devem acompanhar Reinaldo Azambuja rumo ao PL.
Além deles, Paulo Corrêa articula filiação ao Partido Progressista.
O PSDB ainda corre o risco de perder Lia Nogueira e Pedro Caravina, caso a sigla não consiga estruturar uma chapa competitiva para deputado estadual.
Se conseguir se organizar, o PSDB pode ganhar um novo deputado: Paulo Duarte deve deixar o PSB e se filiar aos tucanos. O parlamentar defende a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e busca uma legenda aliada.
Pedro Pedrossian Neto, vice-líder do governo, pode deixar o PSD. A decisão depende de um acerto político entre Riedel e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Lídio Nogueira está sem partido após a fusão do Patriota com o PTB e precisará se filiar.
Lucas de Lima também está sem legenda após decisões judiciais envolvendo sua saída do PDT e aguarda novo desfecho, com risco inclusive de perda de mandato.
Rinaldo Modesto (Podemos) deve migrar para o União Brasil, comandado no Estado por sua irmã, Rose Modesto.
João Henrique Catan (PL) avalia trocar de partido para concorrer ao governo, já que o PL anunciou apoio à reeleição de Riedel.
O MDB pode ficar sem representação na Assembleia, a depender do destino político de Simone Tebet. Deputados da sigla resistem à hipótese de Simone disputar o Senado apoiando o presidente Lula e ameaçam deixar o partido. O cenário pode mudar caso a senadora opte por concorrer em São Paulo.
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