Economia / Exportações
Brasil exporta menos café em 2025, mas faturamento atinge maior nível da série histórica
Queda no volume embarcado contrasta com receita recorde de US$ 15,586 bilhões, impulsionada por preços elevados e ganhos de qualidade
19/01/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 kg de café em 2025, o que representa queda de 20,8% em relação a 2024. Apesar da retração no volume, o país registrou receita recorde de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Segundo a entidade, trata-se do maior faturamento desde 1990, quando a série histórica começou. Em 2025, os cafés brasileiros chegaram a 121 países, consolidando a liderança do Brasil no mercado global.
De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho financeiro foi puxado por médias mensais de preços mais altas e pela evolução da qualidade do produto.
“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores mantiveram investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, elevando o valor dos cafés do Brasil. Somos a única origem que exporta para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, afirmou.
A redução do volume exportado já era esperada, segundo o Cecafé, por causa do impacto climático na safra e dos embarques recordes de 2024, que reduziram os estoques disponíveis em 2025.
Além disso, pesaram no resultado as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro entre agosto e novembro do ano passado. “Nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55% nesse período”, destacou Ferreira, lembrando que o café solúvel segue taxado.
Com 5,4 milhões de sacas, a Alemanha liderou as compras em 2025, mesmo com queda de 28,8% frente a 2024, respondendo por 13,5% do total embarcado.
Os Estados Unidos, tradicionalmente o maior destino, ficaram em segundo lugar, com 5,3 milhões de sacas (13,4% do total) e recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto do tarifaço.
No recorte por tipo, o café arábica manteve a liderança, com 32,3 milhões de sacas (80,7% do total). Na sequência vieram:
Canéfora (conilon e robusta): 3,9 milhões de sacas (10%);
Café solúvel: 3,6 milhões de sacas (9,2%);
Café torrado e torrado e moído: 58.474 sacas (0,1%).
Mesmo com menos volume, o desempenho de 2025 reforça a estratégia do setor de agregar valor, sustentar qualidade e ampliar receita em um cenário global mais restritivo.
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