Educação
FETEMS participa do 35º Congresso da CNTE e reforça a defesa da educação pública
Abertura do evento em Brasília reúne 2 mil delegados e destaca combate à privatização, rejeição às escolas cívico-militares e valorização dos profissionais
16/01/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul participou, nesta quinta-feira (15), da cerimônia de abertura do 35º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, realizado em Brasília. O evento reuniu cerca de 2 mil delegados e delegadas de entidades filiadas de todas as regiões do país e foi marcado por discursos em defesa da educação pública, unidade entre organizações sindicais e posicionamentos políticos claros sobre o futuro do setor.
A solenidade teve início com a execução do Hino Nacional Brasileiro e contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que saudou os participantes e apresentou três compromissos centrais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a educação.
Segundo o ministro, o primeiro compromisso é a posição contrária à privatização das escolas públicas. O segundo é o enfrentamento ao avanço das escolas cívico-militares, defendendo que “a escola é lugar de professor e não de militar”. O terceiro ponto destacado foi a valorização dos profissionais da educação, pauta que, de acordo com Boulos, faz parte da identidade histórica da CNTE e de seus sindicatos.
Durante a fala, o ministro também fez críticas a governos anteriores, lembrando tentativas de retirar direitos dos servidores públicos ao rotulá-los como privilegiados. “Quem tem privilégio neste país são os milionários”, afirmou, ao citar iniciativas do governo federal voltadas à taxação dos super-ricos.
Ao encerrar sua participação, Boulos destacou que a educação ocupa papel central na disputa política do país, por ser fundamental no combate à desinformação. Segundo ele, ataques à educação costumam ocorrer sempre que setores da direita chegam ao poder, por receio de uma população “estudada e consciente”.

A presidenta da FETEMS, Deumeires Morais, ressaltou a importância do congresso para a organização das próximas etapas da luta sindical. Segundo ela, o encontro fortalece o movimento e define metas para a defesa da educação pública em Mato Grosso do Sul e no Brasil. “Vamos voltar energizados e com metas a serem atingidas pela luta sindical”, afirmou.
O presidente da CNTE, Heleno Araújo, reforçou a necessidade de continuidade da mobilização coletiva. Para ele, a construção da educação não ocorre de forma individual. “O caminho que se faz ao caminhar não se faz sozinho, faz-se sempre juntos”, declarou, ao defender a manutenção da união da categoria frente aos desafios atuais.
Heleno também destacou o significado político da realização do congresso após anos de ataques à educação pública, classificando o encontro como um símbolo de resistência ao negacionismo científico e à extrema direita. O dirigente afirmou ainda que o movimento educacional precisa se preparar para os próximos quatro anos, visando avanços concretos nos direitos da categoria. Ao final, declarou oficialmente aberto o 35º Congresso da CNTE.
A mesa de abertura contou com representantes do movimento estudantil, como Hugo Silva, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e Madu Chaves, da União Nacional dos Estudantes no Distrito Federal.
Também participaram representantes partidários, entre eles a senadora Teresa Leitão, além de dirigentes de partidos como PCdoB e Rede Sustentabilidade. Entidades educacionais e sindicais, como o Fórum Nacional de Educação, a UNDIME, a CUT, a CTB, a CONTEE, o PROIFES e organizações internacionais ligadas à educação, também marcaram presença.
Durante a cerimônia, Teresa Leitão destacou que diversas políticas públicas em vigor nasceram da luta dos trabalhadores da educação e defendeu uma posição firme do setor contra a implementação de escolas cívico-militares. Ao longo dos discursos, tornou-se recorrente a defesa da continuidade do projeto político do governo Lula, apontada por lideranças como estratégica para a manutenção das políticas públicas educacionais, dos direitos sociais e da valorização dos profissionais da educação.
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