Interior / Costa Rica
Costa Rica concede bônus de até R$ 2 mil a servidores e fecha 2025 com contas em dia
Município mantém folha enxuta, garante férias a 90% do funcionalismo e encerra o ano com caixa positivo
19/12/2025
17:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Enquanto diversos municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades para honrar salários, 13º e compromissos com fornecedores, Costa Rica, cidade com menos de 30 mil habitantes, encerra 2025 em cenário oposto. Com orçamento de R$ 305 milhões, estrutura administrativa considerada enxuta e rigor no controle de gastos, a prefeitura fechou o ano com todas as obrigações quitadas, abono pago aos servidores e férias coletivas programadas.
Atualmente, o município conta com 1.345 servidores ativos, conforme a folha de novembro, com custo mensal aproximado de R$ 5,8 milhões. Esse valor representa 34% da receita municipal, índice bem abaixo do observado em cidades maiores, como Campo Grande, onde o comprometimento da receita com pessoal supera os 50%.
Em entrevista ao Campo Grande News, o prefeito Cleverson Alves dos Santos destacou que os pagamentos foram não apenas garantidos, mas antecipados.
“Já paguei. O abono que estava previsto para o dia 22, paguei na quarta-feira. O 13º a gente paga no dia 8. Na quarta eu paguei o salário do mês, fechei o salário, paguei o terço de férias e o abono”, afirmou.
O bônus de fim de ano varia conforme o setor:
R$ 1 mil para servidores em geral;
até R$ 2 mil para profissionais da Educação, conforme critérios de assiduidade.
Segundo o prefeito, o cálculo é feito da seguinte forma:
servidores sem faltas ao longo do ano recebem R$ 2 mil;
a cada três faltas, há desconto de R$ 100;
quem ultrapassa 26 faltas recebe o valor mínimo de R$ 1 mil.
Para Cleverson, o principal diferencial está no controle fiscal.
“Minha folha é mais baixa. Tenho só 34% de comprometimento”, destacou.
Mesmo com a previsão de novas contratações, como o concurso da Guarda Municipal, que deve incorporar 25 novos agentes em 2026, o prefeito afirma que o índice seguirá dentro dos limites.
“Eu faço economia o tempo todo. Cobro muito da equipe para evitar gastos supérfluos e desnecessários, para aplicar o recurso de forma mais justa e equilibrada”, explicou.

A prefeitura também afirma estar em dia com todos os fornecedores.
“Cem por cento. Não devo nenhum fornecedor. Só obras em andamento, que são pagas por medição. O que foi feito e medido, já foi pago”, reforçou o prefeito.
Segundo Cleverson, o município encerra o ano com tranquilidade fiscal.
“Fechei toda a folha hoje. A casa está arrumada. A gente vira o ano com a consciência tranquila.”
A estimativa preliminar é de cerca de R$ 15 milhões em caixa ao fim de 2025. O prefeito explica que trabalha com uma reserva equivalente a três a quatro folhas de pagamento, como forma de proteção financeira.
“Minha preocupação é o ano que vem. Quero deixar recurso bom em caixa para começar o próximo ano sem risco.”
Outro ponto destacado é o planejamento administrativo para o fim de ano. A partir de 22 de dezembro, cerca de 90% do funcionalismo municipal entra em férias coletivas, prática adotada anualmente em Costa Rica.
Apenas os serviços essenciais permanecem em funcionamento, como:
PAM (Pronto Atendimento Médico), com atendimento 24 horas;
setores estratégicos da administração.
As atividades administrativas retornam normalmente em janeiro — em 2026, grande parte dos setores retoma os trabalhos no dia 5.
Cleverson reconhece que o equilíbrio atual também é resultado de gestões anteriores.
“Os gestores que passaram antes de mim cuidaram bem da parte fiscal. A prefeitura não estava no vermelho”, afirmou.
Esse cenário permitiu, segundo ele, ampliar investimentos, especialmente em educação, esporte e área social, com destaque para o setor educacional, que recebeu os maiores aportes ao longo do mandato.
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