Política / Justiça
Tereza Cristina critica prisão de Bolsonaro, cita fragilidade de saúde e afirma que decisão foi “abusiva”
Senadora por Mato Grosso do Sul lamenta medida cautelar e defende rigor no devido processo legal
22/11/2025
08:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lamentou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na manhã deste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifestação nas redes sociais, a ex-ministra da Agricultura classificou a decisão como “inesperada e abusiva” e destacou a fragilidade da saúde do ex-mandatário.
“Lamento profundamente a notícia da prisão preventiva, inesperada e abusiva, do presidente Bolsonaro. Uma sequência de arbitrariedades.”
Tereza afirmou que o estado de saúde do ex-presidente é amplamente conhecido:
“Todos sabemos da fragilidade de sua saúde.”
Ela também prestou apoio à família e desejou força ao ex-chefe do Executivo:
“Minha total solidariedade a ele e sua família. Força, Bolsonaro!”
A parlamentar afirmou que o Brasil vive momento de instabilidade e que é essencial que as instituições sigam estritamente os princípios constitucionais:
“É fundamental que o devido processo legal seja rigorosamente respeitado. O Brasil precisa de segurança institucional; não de mais instabilidade.”
Bolsonaro foi detido por volta das 6h, na residência onde cumpria prisão domiciliar desde agosto. A Polícia Federal registrou violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 deste sábado, o que levou ao pedido imediato de prisão preventiva.
Segundo a decisão de Moraes, havia indícios de tentativa de fuga, especialmente diante da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite anterior, considerada ambiente propício para obstrução da fiscalização policial.
A PF informou, em nota oficial, que cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.
O ministro afirmou que a violação no monitoramento eletrônico evidenciou intenção de fuga:
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho.”
Moraes também apontou que o ex-presidente utilizou redes sociais de aliados para incentivar ataques ao STF e defender intervenção estrangeira no Judiciário — um dos motivos que justificaram a prisão domiciliar em agosto.
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