Economia
Haddad afirma que Brasil terá a menor inflação e a menor média de desemprego em quatro anos
Ministro destaca recuperação do crescimento, isenção ampliada do IR e avanço da indústria durante abertura do Salão Internacional do Automóvel
21/11/2025
07:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (20), na abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, que o Brasil caminha para registrar, no período de quatro anos, a menor inflação e a menor taxa média de desemprego desde o início das séries recentes. Segundo ele, indicadores econômicos positivos estão sendo subestimados pelas redes sociais e pela cobertura jornalística.
“Em quatro anos, teremos a menor inflação e a menor média da taxa de desemprego”, afirmou. Haddad também criticou a pouca visibilidade dada às melhorias econômicas: “O que está acontecendo não será visto nas redes sociais, não será visto nos jornais”.
Durante o discurso, o ministro destacou o processo de retomada econômica. Ele afirmou que o Brasil voltou ao grupo das dez maiores economias do mundo, mas ponderou que o crescimento só tem valor se vier acompanhado de redução das desigualdades.
“Não adianta estar entre as 10 maiores economias e, ao mesmo tempo, figurar entre os 10 países mais desiguais”, avaliou.
Haddad comparou a trajetória atual com a evolução dos últimos anos: “Desde 2010, o índice de crescimento vem decrescendo e tem sido sofrível”. Para ele, as medidas adotadas desde o início do governo estão contribuindo para inverter essa tendência.
O ministro comemorou a aprovação, por unanimidade, do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR). Segundo Haddad, a mudança beneficia quem ganha menos e corrige distorções históricas.
“Isenta quem ganha menos e tributa o andar de cima”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja Lula da Silva, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Também participaram o presidente da Anfavea, Igor Calvet, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, além de executivos e representantes da indústria automotiva.
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