Política / Assembleia Legislativa
Famílias atípicas questionam decreto de inclusão e ganham apoio de Lia Nogueira
Debate na Assembleia expõe preocupação com o futuro da educação inclusiva e reforça a luta por políticas que respeitem as diferenças
29/10/2025
22:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Decreto Federal nº 12.686, que altera a Política Nacional de Educação Especial e determina que o atendimento educacional especializado ocorra apenas no contraturno escolar, gerou forte debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Representantes de famílias atípicas, instituições e parlamentares manifestaram preocupação com os impactos da medida sobre alunos com deficiência e transtornos do espectro autista.
Durante a sessão, a presidente da Associação PRODTEA, Naína Dibo, fez uso da tribuna para alertar sobre a falta de estrutura das escolas e pedir o apoio dos deputados na defesa da educação inclusiva de qualidade.
“Incluir não é apenas colocar todos na mesma sala. É garantir estrutura, professores preparados e respeito às necessidades de cada aluno”, afirmou Naína.

Sensível ao tema, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) — que também é mãe atípica — se posicionou em defesa das famílias e destacou a necessidade de responsabilidade e empatia na aplicação de políticas públicas voltadas à inclusão.
“Queremos avançar na inclusão, mas é preciso reconhecer as limitações que ainda existem. Há escolas sem estrutura, professores sem capacitação adequada e municípios sem profissionais especializados. Falar em inclusão sem garantir essas condições é, na verdade, continuar excluindo”, declarou a parlamentar.
Lia reforçou que o debate deve transcender diferenças partidárias e se tornar uma pauta coletiva.
“Essa pauta não é de governo nem de oposição, é uma pauta humana. Cada criança atípica precisa ser enxergada em sua individualidade, e cada mãe precisa sentir que o Estado está ao lado dela”, completou.
A deputada afirmou que continuará em diálogo com entidades, especialistas e famílias para buscar alternativas que assegurem uma inclusão efetiva, com estrutura adequada, capacitação docente e compromisso social.
O debate na ALEMS marca um novo capítulo na luta por políticas públicas inclusivas em Mato Grosso do Sul, destacando o papel das famílias atípicas e das lideranças engajadas na defesa do direito à educação para todos.
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