Ampla Visão
Alívio na fronteira, opiniões, náufragos Delcídio e Bernal
Diplomacia em xeque, ecos do passado e reações que expõem os bastidores do poder em MS e no Brasil
10/07/2025
21:30
MANOEL AFONSO
‘RÓTULOS’: Do discurso à pratica. Amigo da esquerda, defensor da igualdade social, é refém de vicio do Cohiba, charuto cubano, sinônimo de sofisticação das elites, ao custo de R$150,00 cada e R$4.500,00 ao mês. Enfim, comparando a postura dos governantes da esquerda com da oposição, veremos mais identidade do que diferença.
BOM OU RUIM? Envio da ação penal do TJMS ao STJ envolvendo o ex-governador Puccinelli coça cabeças. É a nova linha do STF calcada na decisão do HC 232/1627 de que o envio do processo para outra instância, quando o mandato se encerra, prejudica à investigação. O foro permanece o mesmo após o afastamento ou ainda quando a investigação ou ação se iniciem após o fim do mandato.
ALÍVIO: São 32 mil produtores de 45 municípios, beneficiados pela aprovação do PL do senador Nelsinho Trad e relatado pela senadora Tereza Cristina, prorrogando por mais 5 anos o prazo para regularização fundiária na fronteira de MS e de outros estados. Além do fator social – politicamente foi um golaço de placa de ambos senadores.
O MESMO!: Na entrevista à Rede Top de Rádio, o ex-prefeito Alcides Bernal mostrou que o fator tempo não o ajudou a refletir sobre sua caminhada política. Fez a narrativa vitimizada de sua trajetória, onde faltou habilidade para agregar e evitar crises. Claro, ainda sonha com a volta à política, onde não tem mais espaço. Perdeu o bonde!
TARDE DEMAIS: ‘Outro náufrago’ que veio à tona nas ondas do rádio foi o ex-senador Delcídio. Falou dos embates; admitiu o pecado da soberba; aposta no PRD junto com o Solidariedade e outra sigla nestas eleições. Ainda é excelente entrevistado; um exemplo que na política não há espaço para sonhadores que não ouvem o despertador.
‘VAPT – VUPT’: Tudo muito rápido. O que hoje é imprescindível será descartável amanhã. A dinâmica dos fatos, de situações em todos os segmentos da vida passa por mutações e influências imprevisíveis. Na vida pública não é diferente: líderes políticos ontem aclamados, hoje estão simplesmente esquecidos. “C’est la vie”.
‘REVELAÇÃO’: “Estamos dizendo para aqueles que não pagam, ou pagam 3% ou 4%, que eles paguem 10%. Se isso não for justiça tributária, se isso for ser de esquerda, eu, que nunca fui de esquerda, tenho que me considerar de esquerda.” (Simone Tebet, ministra do Planejamento)
PORTA ABERTA: Como se diz – ‘todo mundo sabia’ – mas agora ela anunciou que é lésbica e casada com mulher. A postura da vereadora Ana Portela (PL), filha do Tenente Portela, atraiu os holofotes. Mas hoje a prioridade é outra: a opinião pública questiona, por exemplo, se a vereança da capital faz jus a essa gastança. O resto é nhénhénhém.
OUSADO: Com bala na agulha, o ex-governador Reinaldo Azambuja está preparado para assumir o comando do PL local. Ao seu estilo, vai tomando a iniciativa de quebrar resistências internas no firme propósito de somar. Como as lideranças são mais importantes do que os partidos, Azambuja não terá grandes dificuldades.
VIGILANTE: Graças aos 39.329 votos recebidos em 2018, o deputado Zé Teixeira é um exemplo do exercício produtivo no 6º mandato parlamentar. É reconhecido pelo seu estilo simples mas objetivo no trato de assuntos pertinentes à vida das comunidades de seus eleitores. Pasmem: no último pleito ele só não foi votado em Rochedo.
NO COLO: Se bastasse a seu favor o embate com o Congresso Nacional, de imagem desgastada perante a opinião pública por conta dos gastos e emendas, agora ‘cai do céu’ a carta oficial do Governo Trump. Sorte do Governo Lula que vai adicionar ao seu discurso esses dois temas. O novo lema ‘Governo Soberano’ não é obra do acaso.
EDITORIAL:
“...Se a manifestação foi pensada para ajudar Jair Bolsonaro (PL) no julgamento em que é acusado de tramar um golpe, ela, na melhor hipótese para o ex-presidente terá efeito nulo. Se tentou fortalecer o deputado fugitivo Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a disputa de 2026, acabará tornando o seu caso na justiça brasileira ainda mais complicado.”
(Folha de São Paulo)
Mirando as eleições de 2026, cada liderança política emite sua opinião sobre a decisão do Governo Trump. Sem dúvida que o fato já começou a ser debatido por lideranças políticas e da sociedade civil. Parte se reporta apenas ao aspecto econômico e eventuais consequências sociais; outra parte mira o lado político e eleitoral. Veja as reações de deputados na Assembleia Legislativa:
GERSON CLARO:
“...Ele (Trump) encerra a carta de uma maneira com abertura para o diálogo. Isso pode ser mudado, o que precisa é de equilíbrio, tratar com responsabilidade, tanto do governo brasileiro, quanto do americano. Não é um assunto novo, a responsabilidade é do presidente Lula de tocar essa política; essa balança comercial será equilibrada no bom senso, independente do posicionamento político ideológico...”
JOÃO HENRIQUE:
“...Sobre a carta norte-americana, a direita a nível internacional tomou essa postura, não por conta de uma posição isolada, mas talvez por apoios a algumas instituições e países que não respeitam a democracia – uma delas é o Irã. Acordos internacionais permitiram que ditaduras progredissem e tivessem um orçamento próximo aos EUA. O presidente Trump, como o presidente Gerson Claro disse, tocou nessa questão, mas o início da carta é importante, a liberdade de expressão...”
PEDRO KEMP:
“...Uma verdadeira e ridícula afronta à soberania nacional, ver nos noticiários que o presidente dos Estados Unidos havia mandado uma carta ao governo brasileiro, dizendo que taxaria todos os produtos brasileiros em 50%, porque o Brasil estaria fazendo uma perseguição injusta ao ex-presidente Bolsonaro e às big techs...”
PEDROSSIAN NETO:
“...Acordei preocupado, o que está em jogo aqui é a relação entre os dois maiores países do hemisfério americano, historicamente amigos, aliados e parceiros, sabotada pela imposição de uma tarifa de 50%, altíssima para todos os padrões internacionais e que fere acordos dos quais o Brasil e EUA são signatários desde 1947...”
EM BRASÍLIA:
Nossa senadora Tereza Cristina, ao seu estilo ponderado, defende a linha diplomática para busca da solução pacífica deste conflito. Lembra que os povos não podem ser penalizados e que Estados Unidos e Brasil têm uma longa história de parceria.
“Nossas instituições precisam ter calma nessa hora”, arrematou a ex-ministra de Bolsonaro.
SIMONE TEBET:
“É hora de diplomacia, de senso e de consenso, sim, na defesa do Brasil, mas é hora de fazermos isso juntos, unidos, como uma única família, deixando de lado as diferenças políticas e de ideologia, na defesa, intransigente, do nosso país. Isto sim é que é ser patriota. Dar luz e vida soberana ao Brasil, a favor dos brasileiros.”
Quando estou triste, as pessoas acham que é devido a relacionamento. Gente, eu só preciso de 100 mil reais! (internet)
Por que todos lutam ferozmente por terra se, assim que têm terra, mudam pra cidade? (Millôr)
O Brasil, afinal, é um enigma que está longe de ser decifrado. (Mario Montanha)
Cidadão bebeu, a ressaca é 2 dias. Se votou errado, a ressaca é de 4 anos. (governador Caiado)
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Fábio Trad vê com bons olhos candidatura de Simone Tebet em São Paulo e avalia impacto positivo para o PT em MS
Leia Mais
Planejamento de 2026 prioriza obras, logística integrada e habitação em Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Nelsinho Trad cobra votação urgente do Gás do Povo para garantir continuidade do benefício em Campo Grande
Leia Mais
Despachante acusado de liderar esquema no Detran-MS depõe após dois anos foragido
Municípios