AGROINDÚSTRIA
Alavancado pelas exportações, abate de bovinos em MS cresce 12% em 2024
Estado alcança recorde histórico de abates e fatura US$ 1,223 bilhão em vendas externas de carne in natura
20/01/2025
07:15
CE
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
De janeiro a dezembro de 2024, o abate de bovinos em Mato Grosso do Sul atingiu a marca histórica de 3,963 milhões de animais, representando um crescimento de 12% em relação a 2023, quando o estado enviou 3,537 milhões de cabeças para a indústria frigorífica. Desse total, 2,129 milhões eram machos (aumento de 17,4%) e 1,833 milhão eram fêmeas (aumento de 6,29%).
Para Caio Rossato, zootecnista e consultor da empresa PECBR Soluções, a produção recorde de carne em 2024 deve-se principalmente ao aumento das exportações de Mato Grosso do Sul. Segundo a Carta de Conjuntura Comércio Exterior, elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o estado exportou 257,1 mil toneladas de carne bovina in natura em 2024, contra 192,7 mil toneladas em 2023 – um crescimento de 33,6%.
Pelo volume de carne exportado, Mato Grosso do Sul faturou 8,6% a mais em 2024, fechando o ano com US$ 1,223 bilhão, em comparação aos US$ 915 milhão de 2023. O preço médio pago por tonelada de carne foi de US$ 4.759,52.
Para Rossato, a valorização do dólar, entre 15% e 18% ao longo do ano, tornou a carne bovina brasileira mais atrativa para as exportações. "A abertura de 4 plantas para o mercado da China no segundo semestre em MS acabou aquecendo esse mercado e aumentando a competição", aponta ele.
A China, de acordo com a Semadesc, foi o destino de 24,18% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso do Sul em 2024, seguida pelos Estados Unidos (18,42%) e pelo Chile (14,58%). No total, o estado exporta carne para quase 70 países. Em 2024, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o Brasil exportou carne bovina in natura para 135 países.
Em termos gerais, a China continua sendo o principal destino dos produtos de MS, representando cerca de 45,4% do valor total do ano, seguida pelos Estados Unidos (6,7%) e Países Baixos (4,9%). Destacam-se também as exportações para os Emirados Árabes Unidos, com aumento de 109,1%, e para a Turquia, com 163,2%, ambos comparados com 2023.
Abate de fêmeas aumenta
Em 2024, 46,25% do total de animais abatidos eram fêmeas. Segundo o Boletim Casa Rural, da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul), com dados da Iagro-MS (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), houve um crescimento de 6,29% no abate de fêmeas no estado.
O ano passado registrou o terceiro maior abate de fêmeas desde 2014, atrás apenas de 2019 e 2014. Praticamente metade das fêmeas abatidas possuíam mais de 36 meses, ou seja, eram animais em plena maturidade reprodutiva. Esse fator, aliado a outros, pode impactar a oferta de gado para reposição nos próximos anos.
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