Política / Eleições 2026
PL adia novamente definição entre Contar e Pollon para disputa ao Senado em MS
Decisão sobre segundo nome do partido em Mato Grosso do Sul deve ficar para a próxima semana, em meio à disputa interna envolvendo aliados de Bolsonaro
26/06/2026
07:45
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
O Partido Liberal, o PL, adiou mais uma vez o anúncio sobre quem será o segundo nome do grupo na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições de outubro. A definição, que inicialmente era esperada para o começo do mês, já havia sido postergada por 15 dias e agora deve ficar para a próxima semana.
A expectativa dentro da legenda é que o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, divulgue uma lista nacional com os nomes escolhidos para as disputas aos governos estaduais e ao Senado. Em Mato Grosso do Sul, a indefinição segue concentrada entre Capitão Contar e Marcos Pollon.
Nos bastidores, ninguém no partido arrisca cravar qual será o escolhido. Presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja tem repetido que a definição passaria por pesquisas eleitorais, mas evita anunciar publicamente qual nome aparece em melhor posição nos levantamentos encomendados pela sigla.
Se o critério das pesquisas for mantido como referência principal, Capitão Contar seria o nome mais próximo da indicação. Mesmo assim, Reinaldo Azambuja tem adotado cautela diante do peso político de uma eventual decisão direta de Jair Bolsonaro.
A postura contrasta com o período em que Reinaldo comandava o PSDB no Estado. No PL, o ex-governador passou a depender também das articulações nacionais da legenda e da influência de lideranças ligadas ao bolsonarismo.
A disputa ganhou novo capítulo nesta semana, depois que o desentendimento entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro veio a público nas redes sociais. A ex-primeira-dama defende o nome de Marcos Pollon e, segundo interlocutores, tem sinalizado que não pretende abrir mão da escolha dele para a composição em Mato Grosso do Sul.
Confiante no peso político de Michelle Bolsonaro dentro do grupo, Pollon tem percorrido municípios do Estado afirmando que foi o escolhido. O deputado também menciona uma carta escrita por Jair Bolsonaro em janeiro, durante o período em que esteve preso, na qual o ex-presidente teria indicado apoio ao nome dele.
Do outro lado, aliados de Capitão Contar continuam apostando no critério das pesquisas internas e na palavra de lideranças do partido. Para esse grupo, o levantamento eleitoral seria a forma mais objetiva de resolver a disputa, especialmente porque a vaga teria sido prometida, em diferentes momentos, a mais de um nome.
Além de Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Marcos Pollon, a disputa interna também envolveu Gianni Nogueira, citada entre os nomes que receberam sinalizações de apoio dentro do partido. A sobreposição de promessas ampliou o impasse e dificultou uma solução rápida.
Com o novo adiamento, a decisão sobre a chapa majoritária do PL em Mato Grosso do Sul permanece aberta. A escolha deve influenciar diretamente a estratégia eleitoral da direita no Estado e a montagem das alianças para a disputa ao Senado.
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