Política / Planejamento
Hashioka destaca papel do IBGE no planejamento público durante audiência na Assembleia
Debate reuniu autoridades, gestores e representantes do IBGE para discutir uso de dados estatísticos no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul
10/06/2026
16:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A importância dos dados estatísticos e geográficos para o planejamento de Mato Grosso do Sul foi tema de audiência pública realizada nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O encontro foi proposto e presidido pelo deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), com a participação de representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), gestores públicos, instituições de ensino, autoridades estaduais e membros da sociedade civil.
Com o tema “Retratos de uma Nação em Movimento: a Identidade Brasileira e a Singularidade de Mato Grosso do Sul sob a Lupa de 90 Anos do IBGE”, a audiência discutiu a contribuição das informações produzidas pelo instituto para a formulação de políticas públicas e para decisões em áreas como educação, saúde, infraestrutura, habitação, saneamento, emprego, renda, meio ambiente e desenvolvimento regional.
Na abertura dos trabalhos, Roberto Hashioka afirmou que o debate foi realizado a partir de solicitação do próprio IBGE, em um momento simbólico para a instituição, que completa 90 anos de atuação no país. Segundo o parlamentar, a presença do instituto no Legislativo estadual reforça a necessidade de aproximar dados técnicos das decisões políticas e administrativas que impactam diretamente a população.
O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, participou da audiência e destacou os desafios da produção estatística brasileira diante das transformações sociais, econômicas e territoriais do país. Ele agradeceu a homenagem prestada pela Assembleia e ressaltou o trabalho dos servidores da instituição em todo o território nacional.
De acordo com Pochmann, o IBGE possui atualmente mais de 11 mil servidores ativos, distribuídos pelas 27 superintendências estaduais, pelo Distrito Federal e por mais de 560 agências. Para ele, essa estrutura permite ao instituto manter uma ampla rede de coleta e análise de informações, essencial para compreender a realidade brasileira.
“O IBGE é uma das pouquíssimas instituições que entram na casa de cada brasileiro. Os dados que produzimos funcionam como uma bússola do país, indicando os caminhos que a nação está percorrendo, e também como um retrato fiel da realidade nacional”, afirmou Márcio Pochmann.
Hashioka defendeu que políticas públicas eficientes dependem de diagnósticos consistentes. Para o deputado, os dados estatísticos, geográficos, cartográficos e socioeconômicos produzidos pelo IBGE ajudam governos, municípios, empresas, universidades e instituições a planejar ações com mais precisão e avaliar resultados de forma objetiva.
“Quando falamos em educação, saúde, infraestrutura, habitação, saneamento, geração de emprego e renda, desenvolvimento regional ou preservação ambiental, estamos falando de áreas que dependem diretamente de dados confiáveis. E é justamente essa a missão do IBGE: retratar a realidade brasileira com rigor técnico, independência e credibilidade”, declarou o parlamentar.
O deputado também ressaltou que, como engenheiro e gestor público, considera indispensável o uso de informações qualificadas para orientar investimentos e corrigir rumos. “Não há planejamento eficiente sem diagnóstico adequado. Não há gestão responsável sem conhecimento da realidade. E não há desenvolvimento duradouro sem dados que permitam avaliar resultados e corrigir rumos quando necessário”, afirmou Hashioka.
Para o parlamentar, a audiência pública também reafirmou o papel da Assembleia Legislativa como espaço de diálogo entre instituições, gestores e sociedade. A avaliação é de que a integração entre o Legislativo, o IBGE e os diferentes setores públicos e sociais contribui para decisões mais técnicas, transparentes e alinhadas às necessidades reais de Mato Grosso do Sul.

Participaram da mesa de autoridades o superintendente estadual do IBGE em Mato Grosso do Sul, Mário Alexandre de Pinna Frazeto; o defensor público Danilo Hamano Silveira Campos, coordenador do Núcleo da Fazenda Pública, Moradia e Direitos Sociais (NUFAMD), representando o defensor público-geral do Estado, Pedro Paulo Gasparini; o secretário executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo da Segov, Thaner Castro Nogueira; o gerente de Tecnologia da Informação da Planurb, Estevão Risso Campelo; e a chefe de gabinete da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), Juliana Paracampos.
A programação contou ainda com apresentação cultural do Coral Unapi da UFMS, que interpretou músicas regionais, além da exibição de dois vídeos comemorativos pelos 90 anos do IBGE.
Com o debate, a Assembleia buscou reforçar a importância do uso de dados confiáveis na definição de prioridades públicas, especialmente em um Estado marcado por diferenças regionais, expansão econômica, desafios urbanos e demandas crescentes por serviços essenciais.
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