Campo Grande (MS), Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

Política / Justiça

PGR denuncia Romeu Zema por calúnia contra Gilmar Mendes após vídeos sobre o Banco Master

Manifestação enviada ao STJ cita publicações nas redes sociais em que ex-governador relaciona ministros do STF ao caso do Banco Master

15/05/2026

19:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta sexta-feira, 15 de maio, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A denúncia menciona uma série de vídeos publicados por Zema nas redes sociais com o título “Os intocáveis”. O conteúdo faz sátiras envolvendo Gilmar Mendes e outros ministros do Supremo, associando integrantes da Corte ao caso do Banco Master.

A manifestação da PGR foi protocolada por volta das 17h30 e ainda não havia relator definido no STJ.

O crime de calúnia ocorre quando alguém atribui falsamente a outra pessoa a prática de um fato definido como crime. No caso, a Procuradoria avalia que as publicações feitas pelo ex-governador podem ter ultrapassado o limite da crítica política.

Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República e passou a trocar declarações públicas com Gilmar Mendes após uma entrevista concedida pelo ministro à imprensa.

Além de criticar os vídeos publicados pelo ex-governador, Gilmar Mendes ironizou o sotaque de Zema e afirmou que ele teria governado Minas Gerais com “liminares do STF”, em referência a decisões judiciais que suspenderam o pagamento da dívida do Estado com a União.

No auge do embate, Gilmar Mendes pediu a inclusão de Romeu Zema no inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em nota divulgada à imprensa, Zema afirmou que “intocáveis não aceitam críticas” e disse que não pretende recuar.

“Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou o ex-governador.

A denúncia agora será analisada pelo STJ, que deverá definir a tramitação do caso após a distribuição para um relator.


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