Política / Partidos
Flávio Bolsonaro confirma Azambuja na chapa ao Senado e diz que segunda vaga do PL em MS será definida por pesquisa
Senador reafirma apoio à reeleição de Eduardo Riedel, admite disputa interna no partido e afirma que definição sobre vice em projeto nacional ficará para outro momento
09/04/2026
18:45
CGN
DA REDAÇÃO
Governador Eduardo Riedel (PP), Flávio Bolsonaro (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) durante coletiva na Expogrande ©Paulo Francis
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 9 de abril, durante agenda na Expogrande 2026, em Campo Grande, que a segunda vaga do Partido Liberal ao Senado em Mato Grosso do Sul será definida mais adiante com base em pesquisa. Segundo ele, esse critério já faz parte de um acordo interno firmado anteriormente pela legenda no Estado.
Na declaração, o parlamentar confirmou que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) já está definido como um dos nomes do partido para a disputa ao Senado. A outra vaga, segundo Flávio, seguirá em aberto até que o partido avalie o cenário eleitoral com levantamento mais à frente.
Durante conversa com a imprensa, o senador também reforçou o alinhamento político do grupo com a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). A visita de Flávio a Mato Grosso do Sul já vinha sendo tratada como parte do esforço de aproximação com aliados locais e de fortalecimento da articulação para 2026. Na agenda desta quinta, ele esteve acompanhado de Riedel e de Azambuja, inclusive em passagem pelo Bioparque Pantanal, antes de seguir para a abertura da feira agropecuária.
A fala sobre a segunda vaga ao Senado ocorre em meio a um impasse interno no PL sul-mato-grossense, onde outros nomes disputam espaço na composição da chapa. Entre os pré-candidatos citados no noticiário local estão Marcos Pollon e Capitão Contar, ambos associados à ala bolsonarista do partido no Estado. Esse conflito já havia gerado tensão em março, após a divulgação de uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio a Pollon, movimento que abriu crise na legenda e levou a uma rodada de negociações em Brasília.
Ao comentar esse episódio, Flávio Bolsonaro minimizou o peso da carta e afirmou que o documento foi produzido sem conhecimento do acordo anterior. Segundo ele, todos os pré-candidatos já teriam ciência de que a definição da segunda vaga dependerá de pesquisa futura. Na declaração, o senador disse que, se o melhor posicionado for Pollon, o partido poderá apoiá-lo; se for Contar, o mesmo critério será aplicado. Ainda assim, assinalou que a palavra final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa parte da fala foi reproduzida pela imprensa local.
A disputa pela segunda vaga ocorre em um cenário de forte pulverização entre nomes da direita no Estado. Levantamento publicado nesta semana pelo Campo Grande News, com base em pesquisa do Instituto Novo Ibrape, indicou que o segundo voto ao Senado segue aberto e sem favorito isolado, com Nelsinho Trad, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar aparecendo em faixa próxima dentro da margem de erro, além de elevado número de indecisos e votos brancos ou nulos. Esse contexto ajuda a explicar por que o PL prefere adiar a definição final.
Flávio também foi questionado sobre articulações nacionais para a disputa presidencial e sobre a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar uma futura chapa como vice. Na resposta, tratou a ex-ministra como nome de peso e uma referência para o agronegócio, mas ponderou que essa discussão ainda está distante e não deve ser antecipada agora. A fala, portanto, manteve o tema em aberto e sem sinalização concreta de definição imediata.
Com a declaração feita na Expogrande, o senador deixou claro que o desenho político do PL em Mato Grosso do Sul já tem um eixo central formado por Riedel e Azambuja, mas ainda depende de acomodação interna para fechar a composição ao Senado. A estratégia anunciada, ao menos por enquanto, é empurrar a decisão da segunda vaga para um momento posterior, quando o partido considerar que o cenário estará mais consolidado.
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