Política / Eleições 2026
Intervenção de Bolsonaro altera estratégia do PL e decisão sobre Senado em MS é adiada
Após manifestação do ex-presidente, Valdemar da Costa Neto recua de anúncio antecipado e afirma que definição ocorrerá apenas nas convenções partidárias
11/03/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
As articulações eleitorais do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul sofreram mudanças após a intervenção do ex-presidente Jair Bolsonaro, que provocou reavaliação da estratégia partidária para a disputa ao Senado nas eleições de 2026.
O presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, que anteriormente havia antecipado nomes considerados favoritos para a disputa, passou a adotar um discurso mais cauteloso e indicou que a decisão definitiva sobre as candidaturas será tomada apenas durante as convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto.
Em janeiro deste ano, Valdemar havia declarado publicamente que os nomes escolhidos pelo grupo político no estado seriam os de Capitão Contar (PL) e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). O anúncio ocorreu antes mesmo de consenso interno entre as lideranças locais.
Naquele momento, Reinaldo Azambuja defendia cautela e afirmava que os nomes deveriam ser definidos após a realização de pesquisas eleitorais, mantendo no radar outras lideranças políticas, entre elas Marcos Pollon (PL), Gianni Nogueira (PL), Gerson Claro (PP) e Nelsinho Trad (PSD).
O cenário mudou após a divulgação de um bilhete atribuído a Jair Bolsonaro, tornado público pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no qual o ex-presidente indicava apoio ao nome do deputado federal Marcos Pollon (PL) para a disputa ao Senado.
A manifestação gerou forte repercussão nos bastidores políticos e foi interpretada como uma intervenção direta nas articulações estaduais do partido.
Diante da repercussão, lideranças do grupo se reuniram com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos articuladores nacionais da legenda, com o objetivo de reduzir tensões internas e reorganizar a estratégia eleitoral.
Após o encontro, Flávio Bolsonaro reafirmou o alinhamento político do grupo em Mato Grosso do Sul e o apoio ao governador Eduardo Riedel (PSDB), mas evitou comentar publicamente sobre os nomes que disputarão as vagas ao Senado.
Com o novo cenário, Valdemar da Costa Neto passou a adotar uma postura mais reservada em relação à escolha dos candidatos.
Questionado sobre quem representará o partido na disputa ao Senado no estado, o dirigente afirmou que ainda não há definição.
“As convenções são de 20 de julho a 5 de agosto. É aí que será tomada a decisão sobre quem serão os candidatos”, declarou.
A mudança de posicionamento sinaliza que o PL deve prolongar as negociações internas, enquanto diferentes correntes políticas tentam ampliar espaço na disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul.
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